Questões de Química Analítica e Espectroscopia (Farmácia)

Limpar Busca

A compreensão do preparo, diluição e tipos de soluções contribuem com a rotina laboratorial, bem como é primordial em determinados ensaios que visam o delineamento de formas farmacêuticas.
Acerca das soluções, é CORRETO afirmar que:

  • A as soluções-tampão apresentam um pH instável, quando pequenas quantidades de ácido ou álcali são adicionados à solução.
  • B as soluções são formadas pela associação de pelo menos um material capaz de ser dissolvido por outro.
  • C a diluição é a adição de solvente em uma solução, que aumenta a concentração do soluto.
  • D considera-se solução, apenas, àquelas que o solvente é líquido.
  • E o pH de soluções ácidas é maior do que 7 e o pH de soluções alcalinas é menor do que 7.

O uso de canabidiol pela indústria farmacêutica cresceu significativamente devido à comprovação das propriedades terapêuticas desse composto, sendo adotado em tratamento para distúrbios neurológicos, inflamatórios e de ansiedade. Uma análise de um padrão puro de canabidiol (CBD) por espectrometria de massas tandem (MS/MS) com ionização por electrospray (ESI) apresentou como íon precursor [M+H]+ = m/z 315 e fragmentos de m/z 179, 193 e 259.


Considerando que a fragmentação ocorreu pela dissociação induzida por colisão (CID), assinale a alternativa correta para cada fragmento observado.

  • A m/z 193 – perda da cadeia lateral pentílica; m/z 259 – perda de CO e H2 O; m/z 179 – perda de isopreno.
  • B m/z 193 – fragmento fenólico estável após ruptura da cadeia lateral; m/z 259 – perda de 56 u.m.a (C4 H8 ) por cisão da cadeia isoprenoide; m/z 179 – perda de unidade terpênica (C10H16).
  • C m/z 193 – perda metila do anel fenólico; m/z 259 – perda de água e metila; m/z 179 – fragmento terpênico ciclizado.
  • D m/z 193 – fragmento terpênico isolado; m/z 259 – perda do grupo metoxi; m/z 179 – fragmento contendo cadeia pentílica intacta.
  • E m/z 193 – fragmento ressonante após rearranjo de McLafferty; m/z 259 – perda de 18 u.m.a.; m/z 179 – íon radical instável do anel fenólico.

Durante o desenvolvimento de um método de HPLC para análise de uma formulação farmacêutica contendo compostos com diferentes polaridades, o analista observou que a eluição isocrática resultava em picos sobrepostos ou tempos de retenção excessivamente longos. Qual a melhor estratégia cromatográfica para resolver esse problema?

  • A Reduzir o volume de injeção para minimizar a sobreposição de picos.
  • B Utilizar apenas solventes orgânicos polares para garantir eluição rápida de todos os composto
  • C Ajustar o pH da fase móvel para aumentar a polaridade dos analitos.
  • D Utilizar eluição em gradiente, aumentando progressivamente a força eluente da fase móvel durante a análise.
  • E Instalar uma coluna de exclusão por tamanho (GPC), que é mais adequada para misturas complexas.

Durante o desenvolvimento de uma vacina de subunidades, a preservação da conformação tridimensional da proteína antigênica recombinante é um requisito fundamental para garantir a exposição de epítopos conformacionais e, consequentemente, garantir a imunogenicidade.

Considerando que a proteína foi expressa em vetores de Escherichia coli, qual abordagem proteômica seria adequada para avaliar se a estrutura se mantém semelhante à da proteína nativa?

  • A Quantificação da transcrição do gene codificante por meio de PCR quantitativo em tempo real, como marcador indireto da integridade estrutural da proteína.
  • B Detecção imunológica por Western blotting realizado sob condições desnaturantes, para análise da presença de epítopos lineares.
  • C Purificação da proteína por cromatografia de afinidade, utilizando anticorpos específicos, como indicativo da retenção de imunogenicidade funcional.
  • D Análise estrutural por espectrometria de massas, associada a técnicas como dicroísmo circular para avaliação da conformação secundária da proteína.
  • E Teste sorológico do tipo ELISA indireto, empregando amostras de soro humano, como inferência da reatividade antigênica do produto recombinante.

Para a medida de concentração hidrogeniônica, ou pH, em uma solução eletrolítica concentrada para infusão de órgãos, o analista deve proceder de acordo com Procedimento Operacional Padrão (POP), descrito em instruções de trabalho (IT) e em conformidade com as Boas Práticas de Manipulação (BPM). Dessa forma, é incorreto afirmar que o pH deve ser medido

  • A em potenciômetro, por meio da conversão da concentração de íons hidrônio em escala logarítmica.
  • B no intervalo da faixa de aferição, realizada previamente.
  • C com o auxílio de um eletrodo de vidro combinado, previamente mantido em KCl 3 M.
  • D diretamente em solução concentrada aquosa, com auxílio de eletrodo, previamente mantido em água destilada.