Questões de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (Nutrição)

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Uma carcaça de bovino apresenta uma lesão localizada sugestiva de Brucelose. Após avaliação do médico veterinário responsável pelo Serviço de Inspeção Municipal, a carcaça deve:

  • A Ser liberada para consumo em natureza após condenação da área afetada, sangue, órgãos reprodutivos e glândula mamária.
  • B Destinada ao aproveitamento condicional pelo calor após condenação das vísceras.
  • C Condenada totalmente.
  • D Destinada ao aproveitamento condicional pelo frio, após condenação de todas as vísceras abdominais.

A Lei Federal nº 7.889/1989 e a legislação correlata estabelecem três âmbitos de serviços de inspeção sanitária para produtos de origem animal (federal, estadual e municipal). Considerando a área de comercialização dos produtos, assinale a alternativa CORRETA.

  • A Um estabelecimento que pretende comercializar produtos de origem animal em todo o território nacional (ou exportar) deve estar registrado no Serviço de Inspeção Federal (SIF) do Ministério da Agricultura – a inspeção federal é obrigatória para produtos destinados ao comércio interestadual ou internacional.
  • B O selo do Serviço de Inspeção Municipal (SIM) obtido em um município habilita a empresa a vender seus produtos livremente em qualquer ponto do país, pois a inspeção municipal automaticamente vale em âmbito nacional.
  • C Empresas registradas em um Serviço de Inspeção Estadual (SIE) podem exportar seus produtos ou vendê-los fora do estado de origem normalmente, já que a inspeção estadual possui equivalência nacional imediata.
  • D Para vendas restritas dentro de um mesmo município, não há exigência de inspeção sanitária formal – pequenos produtores podem vender carnes, leites e queijos localmente sem necessidade de registro ou selo de inspeção.
  • E A existência de três níveis de inspeção é redundante – na prática, o SIF (federal) substitui os serviços estaduais e municipais, tornando dispensável a criação de SIM ou SIE nas unidades federativas.

A respeito da coleta e análise laboratorial oficial de produtos de origem animal para fiscalização, assinale a alternativa CORRETA.

  • A Em caso de suspeita de fraude ou contaminação, exames laboratoriais podem ser dispensáveis se a irregularidade puder ser percebida visualmente pelo inspetor.
  • B As amostras podem ser transportadas sem refrigeração ou cuidados especiais, independentemente da natureza do produto, já que as análises laboratoriais corrigem eventuais alterações posteriores.
  • C Não é necessária contraprova: um único laudo de análise, mesmo sem reserva de amostra, é suficiente para embasar autuação e não pode ser contestado.
  • D A amostragem oficial deve seguir protocolos normativos, coletando-se amostras representativas em duplicata ou triplicata (uma de prova e pelo menos uma de contraprova), garantindo a possibilidade de contra-análise e a validade legal dos resultados obtidos.
  • E Somente laboratórios no exterior (fora do país) possuem certificação para emitir resultados válidos em análises fiscais de alimentos – laboratórios nacionais não possuem certificação e, portanto, seus resultados não possuem validade fiscal.

A clandestinidade na produção e comércio de alimentos de origem animal – isto é, a fabricação sem inspeção ou registro oficial – representa um sério risco à saúde pública. Sobre as ações de combate a essas atividades clandestinas, assinale a alternativa CORRETA.

  • A Cabe exclusivamente ao consumidor verificar se o produto tem selo de inspeção; se ele adquirir algo clandestino, a responsabilidade pelos eventuais danos recai apenas sobre o consumidor, não sobre quem produziu.
  • B Se um alimento de origem animal é produzido artesanalmente em uma propriedade rural, ele fica dispensado por lei de qualquer inspeção, podendo ser comercializado livremente sem registro, dada a sua natureza caseira.
  • C Dentro dos limites do município, o produtor não precisa de serviço de inspeção – as exigências de registro e selo valem apenas quando se pretende vender em outros estados ou países.
  • D Produtos de origem animal produzidos sem inspeção sanitária oficial são ilegais e potencialmente perigosos. Por isso, os órgãos competentes realizam operações conjuntas de fiscalização (incluindo blitz em estradas e vistorias em comércios locais) para identificar e apreender produtos clandestinos, prevenindo sua distribuição e evitando doenças transmitidas por alimentos.
  • E O combate à clandestinidade se baseia apenas em ações educativas junto aos produtores; a legislação brasileira não prevê sanções ou apreensão para produtos feitos fora do serviço de inspeção.

No combate a fraudes em alimentos de origem animal, é fundamental identificar e prevenir adulterações intencionais que lesem o consumidor. Qual das alternativas abaixo está CORRETA sobre este tema?

  • A Adicionar aditivos ou corantes não autorizados em um alimento, ou em quantidades acima do permitido, não configura “fraude” se a intenção for apenas melhorar a aparência do produto.
  • B Fraudes com motivação econômica de pequeno impacto (como diluição de alimentos) são toleradas pela fiscalização, desde que não representem risco imediato à saúde do consumidor.
  • C Não existem métodos laboratoriais eficazes para apontar substituições ou adulterações de ingredientes em produtos alimentícios, fato pelo qual muitas fraudes passam despercebidas.
  • D As fraudes alimentares são um problema praticamente extinto graças às tecnologias modernas – atualmente, não há impacto significativo dessas práticas na segurança dos alimentos.
  • E Adicionar água ao leite cru para aumentar o volume, ou usar qualquer substância estranha para mascarar a baixa qualidade, constitui fraude contra o consumidor. Detectar esse tipo de adulteração requer análises específicas – por exemplo, a crioscopia do leite mostra adição de água ao revelar elevação anormal do ponto de congelamento do produto.