Resumo de Biologia - Taquicardia

Taquicardia é o nome usado para definir um distúrbio causado no ritmo cardíaco, ou seja, é quando o coração aumenta os seus batimentos.

Normalmente, um coração realiza de 60 a 100 batimentos cardíacos por minuto, logo, quando essa frequência ultrapassa o limite pode ser que algo de errado esteja acontecendo com o indivíduo.

Esses batimentos podem começar tanto nas câmaras inferiores do coração (ventrículos) como nas câmaras superiores (átrios). Quando ocorre a taquicardia, os átrios contraem-se simultaneamente, e o mesmo acontece com os ventrículos.

Esses movimentos, portanto, são responsáveis pela aceleração dos batimentos.

Causas da Taquicardia

A aceleração dos batimentos cardíacos, quando causados por algum susto ou prática de atividade física é comum. No último caso, por exemplo, quando o esforço físico é cessado, o ritmo do coração também volta ao normal.

A taquicardia, no entanto, se torna preocupante quando esses movimentos permanecem por um longo período de tempo. Entre as causas mais comuns estão:

  • Estresse ou ansiedade;
  • Exercício físico intenso;
  • Uso do tabaco;
  • Ataques de pânico ou fobias;
  • Emoções fortes, a exemplo de susto, sensação de felicidade ou medo intenso;
  • Efeito secundário provocado por alimentos ou bebidas, como chá, café, álcool ou chocolate;
  • Consumo de bebidas energéticas.

De acordo com o local em que a taquicardia se inicia, pode ser classificada em três tipos. São elas:

  • Taquicardia ventricular: é aquele que se origina no ventrículo (a parte de baixo do coração);
  • Taquicardia atrial: é aquela que tem origem no átrio;
  • Taquicardia sinusal: é aquela que se origina no nó sinusal, que são células específicas do coração.

O nó ou nodo sinusal é uma espécie de marcapasso natural do coração. Isso porque ele fica responsável pela produção, em frequência regular, das descargas elétricas que induzem a contração dos músculos cardíacos.

Todo batimento cardíaco, considerado normal, é originado por meio de um impulso elétrico, assim, é chamado de ritmo cardíaco normal ou ritmo sinusal. Entenda como esses batimentos acontecem:

O caminho normal da corrente elétrica é seguir em direção aos átrios, para somente depois descer para os ventrículos. Esses impulsos são gerados a uma frequência média de 80 batimentos por minuto, podendo variar de 60 a 100 bpm.

A atividade elétrica gerada pelo nodo sinusal é recebida pelo nodo atrioventricular e depois liberada para todo o músculo cardíaco por meio do feixe de His (coleção de células cardíacas musculares) e das fibras de Purkinje, que são fibras musculares cardíacas especializadas.

Sempre que a frequência cardíaca for elevada, em razão do aumento de impulsos elétricos gerados no nodo sinusal, acontecerá uma taquicardia sinusal. É possível perceber isso quando a pessoa se exercita ou leva um susto, uma vez que é uma resposta natural do coração ao aumento da demanda de sangue e oxigênio pelos tecidos.

Por outro lado, quando os impulsos elétricos não são originados no nodo sinusal, porque vêm de outros pontos do coração, eles são considerados anômalos, o que configura uma arritmia cardíaca.

E se eles forem transmitidos em alta frequência para os ventrículos, levando a uma aceleração dos batimentos cardíacos, o resultado será uma taquiarritmia (taquicardia causada por arritmia), podendo causar até 200 bpm.

Sintomas

O principal sintoma da taquicardia é a aceleração dos batimentos cardíacos. Como foi mencionado no tópico anterior, quando esses batimentos são provocados por algum exercício, emoção ou situação inesperada, eles são considerados normais.

O que os torna preocupante é quando somado aos batimentos o indivíduo sente outros sintomas, como tonturas e vertigens; palpitações; sensação de desmaio; falta de ar; cansaço, entre outros.

Além disso, caso esse ritmo seja constante, pode ocorrer a falência cardíaca congestiva ou ainda revelar outros tipos de doenças cardíacas.

Diagnóstico e tratamento

Quando ocorre a taquicardia sinusal, considerada normal, é importante verificar o motivo dela estar acontecendo. Se for por ansiedade, o tratamento poderá ser feito à base de ansiolíticos. Contudo, é importante observar os sintomas que acompanham essas palpitações.

Exemplo: frequências cardíacas maiores que 150 batimentos, estando a pessoa em repouso e sem febre, pode ser considerada apenas uma arritmia, ainda que haja um ritmo cardíaco regular.

A arritmia é diferente da taquicardia comum, pois, ao invés de ser gerada no nodo sinusal, é caracterizada por batimentos cardíacos anômalos, podendo provocar ainda a taquiarritmia e a bradiarritmia.

Para diagnosticar a diferença de uma e outra é necessário a realização de exames médicos específicos. Os mais eficazes são o eletrocardiograma (ECG) e o Holter. Os tratamentos podem variar de medicamentos a cirurgias, dependendo de cada paciente.

Em alguns casos de taquiarritmias graves, que até causam paradas cardíacas, por exemplo, poderá ser indicado a colocação cirúrgica de um desfibrilador implantável. O aparelho identifica estas arritmias e prontamente lança um choque elétrico no coração, capaz de restabelecer seu ritmo e evitar uma parada.

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