Resumo de História - República Oligárquica

A República Oligárquica foi uma fase da República Velha que representou o início de um novo modelo de política dominado pelas oligarquias rurais cafeeiras, indo de 1894 a 1930. Uma parte das oligarquias pertencia ao estado de São Paulo e a outra parte era formada por cafeicultores do estado de Minas Gerais.

Oligarquia é uma palavra de origem grega e significa “governo de poucos”. Assim, o nome representa um governo liderado por um grupo de pessoas ou famílias unidos pela mesma atividade econômica ou partido político.

Para entender melhor esse modelo de governo, as transformações que ocorreram no Estado brasileiro e os presidentes que comandaram a República Oligárquica, é preciso conhecer o seu contexto.

Contexto histórico

A primeira fase da República Velha, também conhecida como República da Espada, foi o momento em que o Brasil esteve governado por dois presidentes representantes do Exército: Marechal Deodoro da Fonseca e Marechal Floriano Peixoto.

O primeiro presidente assumiu o poder, provisoriamente, após a Proclamação da República em novembro de 1889, enquanto o país aguardava a promulgação de uma nova Constituição.

Ao final da primeira fase, os grupos oligárquicos e, principalmente a oligarquia cafeeira do estado de São Paulo, já se organizavam para assumir o poder e controlar a República. Ainda no governo de Floriano Peixoto, os paulistas cogitavam uma aliança que ajudaria a escolher o próximo presidente do Brasil.

Dessa forma, Prudente de Moraes foi eleito o primeiro presidente civil do país com o apoio do Partido Republicano Paulista (PRP). A partir desse momento, o governo político brasileiro estaria restrito às oligarquias agrárias paulista e mineira, período conhecido como República Oligárquica.

O domínio político do país alternava-se entre os estados de São Paulo e Minas Gerais, já que os presidentes eleitos ou eram filiados ao Partido Republicano Paulista (PRP) ou pertenciam ao Partido Republicano Mineiro (PRM).

Devido a essa alternância de poder, a República Oligárquica ficou conhecida como República do Café com Leite. O nome foi escolhido em virtude da grande produção de café pertencente ao estado de São Paulo e da produção de leite, oriunda do estado de Minas Gerais.

Coronelismo

O coronelismo era algo muito influente na época do Imperialismo, no entanto, mesmo após a República ter sido proclamada, os coronéis continuavam com prestígio social, político e econômico no país.

Antigamente, os coronéis eram tidos como chefes políticos das localidades próximas às propriedades rurais. Na época, eles mantinham sob sua proteção uma enorme quantidade de “afilhados” políticos em troca de obediência rígida. A prática era conhecida como política da troca de favores.

Como o voto era aberto, no período das eleições, os dependentes (afilhados) eram obrigados a votar nos candidatos apoiados pelos coronéis, uma vez que esse público era a única chance de manipular a política no país. O controle de votos, conhecido como voto do cabresto, esteve presente durante toda a República Oligárquica e manteve as oligarquias rurais no poder.

Revoltas

A República Oligárquica foi uma fase marcada por alguns protestos realizados pela população e partidos insatisfeitos com o atual cenário político do país. Um exemplo disso foi a Revolta da Vacina (1904), a Guerra do Contestado (1912-1916) e a Revolta do Forte de Copacabana (1922).

Nessa época, o Brasil passava por grandes transformações no setor industrial. Com isso, empresários e operários começaram a lutar pelos seus direitos e por mais autonomia na vida política do país.

Presidentes da República Oligárquica

Prudente de Moraes chefiou o pais de 1894 a 1898. Ele assumiu a presidência em um momento de grande agitação política no país. Para tentar acabar com a crise que o Brasil enfrentava, devido à exportação do café, ele tentou implantar novas medidas industriais.

O presidente não obteve muito sucesso com essa estratégia. Além disso, ele tentou resolver o problema das guerras com o apoio das forças armadas e muita repressão militar, o que gerou ainda mais insatisfação na população.

Em seguida, outros presidentes assumiram o poder durante a República Oligárquica. Os únicos que não eram aliados dos partidos (PRM e PRP) representados pelas oligarquias foram: Hermes da Fonseca, Epitácio Pessoa e Washington Luís.

Presidentes do Brasil que governaram o país durante esse período:

  • Campos Salles (1898-1902): o mandato do presidente Campos Salles foi marcado pela “política dos governadores”, baseada em acordos e alianças feitos entre os presidentes da República e os “governadores de estado”, denominados presidentes de estado na época.
  • Rodrigues Alves (1902-1906): o presidente teve o apoio do Partido Republicano Paulista (PRP). Ele continuou a política de apoio ao café, batizada de “socialização das perdas”. Toda vez que o preço sofria uma queda no mercado internacional o governo reduzia a taxa cambial, desvalorizando a moeda e aumentando o lucro dos cafeicultores.
  • Afonso Pena (1906-1909): apoiado pelo Partido Republicano Mineiro, o presidente tentou adotar uma política de valorização do café. Assim, usou recursos para diminuir os prejuízos sofridos pelos produtores, porém a estratégia de estocar o produto provocou uma grande dívida externa.
  • Nilo Peçanha (1909-1910);
  • Marechal Hermes da Fonseca (1910-1914): Hermes da Fonseca tentou estabelecer o governo militar no país, mas não obteve sucesso. Em seu mandato, o presidente enfrentou a Revolta da Chibata e a Guerra do Contestado.
  • Venceslau Brás (1914-1918);
  • Epitácio Pessoa (1918-1922);
  • Arthur Bernardes(1922-1926);
  • Washington Luís (1926-1930).

Fim da República Oligárquica

O período da República Oligárquica terminou após Getúlio Vargas, derrotado nas eleições de 1930, impedir a posse do presidente Júlio Prestes. Prestes era candidato aliado ao partido paulista e venceu as eleições, no entanto, essa seria a vez de um presidente do partido mineiro assumir o poder.

A briga pela presidência provocou o rompimento da Política do Café com Leite, onde o partido das oligarquias paulistas foi acusado de fraude. Insatisfeitos com essa situação, o partido mineiro aliou-se a Aliança Liberal (AL) para promover Vargas como presidente.

Esse foi o fim da República Oligárquica e o início de um novo período na História do Brasil, a Era de Vargas.

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