Resumo de Geografia - Planeta Júpiter

O planeta Júpiter é o maior planeta do Sistema Solar, tanto em diâmetro quanto em massa, e o quinto a partir do sol. Ele possui menos de um milésimo da massa solar, mas 2,5 vezes a massa de todos os outros planetas em conjunto.

É o quarto corpo mais brilhante do céu, perdendo apenas para o Sol, a Lua e Vênus. Em alguns momentos, Marte aparece com mais brilho que o planeta Júpiter, enquanto este tem mais brilho que o planeta Vênus.

Características de Júpiter

  • Raio orbital médio: 778,547,200 km
  • Periélio: 740,573,600 km
  • Afélio: 816,520,800 km
  • Período orbital: 4331.572 dias
  • Velocidade orbital média: 13.07 km/s

Composição do planeta de Júpiter

Júpiter é formado por um centro rochoso pequeno, afundado em hidrogênio metálico, envolto em uma camada de hidrogênio líquido e recoberta por gás de hidrogênio.

Não existe uma fronteira clara entre essas camadas de diferentes densidades de hidrogênio; as condições se alteram lentamente do gás até a camada sólida à proporção que se aprofunda.

Atmosfera

A atmosfera do planeta Júpiter é formada por cerca de 86% de hidrogênio e 14% de hélio. A atmosfera desse planeta ainda possui vestígios de metano, vapor d’água, amônia e outras substâncias sólidas.

Existe também uma pequena concentração de gás carbônico, etano, gás sulfídrico, neon, oxigênio e enxofre, composição semelhante ao do planeta Saturno.

Giovanni Domenico Cassini, em 1960, observou que a rotação da atmosfera superior desse planeta não é constante em todos os seus pontos. A rotação na parte polar da atmosfera de Júpiter é aproximadamente cinco minutos mais lenta do que na região equatorial.

Alguns grupos de nuvens, por estarem em diferentes latitudes, se movimentam em direções diferentes seguindo as correntes de vento. A comunicação desses padrões incompatíveis de circulação acaba ocasionando tempestades e turbulência. Os ventos podem atingir uma velocidade de 600 km/h.

Campo magnético

O campo magnético do planeta Júpiter é muito forte. Se ele pudesse ser visto da Terra teria o tamanho cinco vezes maior que o disco da lua cheia, apesar da distância. A força desse campo atrai uma grande quantidade de partículas de radiação.

Exploração de Júpiter

O planeta Júpiter é conhecido por ser visível a olho nu durante a noite. Em 1610, Galileo Galilei descobriu os quatro maiores satélites naturais de Júpiter utilizando um telescópio.

Várias sondas já foram enviadas pelos Estados Unidos para visitar Júpiter. Uma delas foi Pionner 10, que voou pelo planeta em dezembro de 1973, seguida pela Pionner 11 um ano depois. A Voyager 1 esteve por lá em março de 1979 e logo depois a Voyager 2, em julho do mesmo ano.

A sonda Galileo esteve em órbita em Júpiter em 1995, enviando uma subsonda na atmosfera do planeta e conduzindo diversos voos por todas as luas de Galileo. Esta sonda também testemunhou o impacto do cometa Shoemaker-Levy 9 em Júpiter, enquanto ele se aproximava do planeta em 1994.

Após a descoberta de um oceano coberto por uma camada de gelo na lua de Júpiter Europa, a sonda Galileo saiu de órbita em setembro de 2003. Atualmente, a NASA está planejando uma missão voltada para as luas congeladas.

Satélites Júpiter

O planeta Júpiter tem dezenas de satélites naturais ao seu redor. Em 15 de maio de 2003, Scott Sheppard publicou em um jornal a descoberta de vinte e três novos satélites de Júpiter. Essa descoberta elevou o número de satélites conhecidos para 71. Atualmente Júpiter tem mais de 79 satélites.

Curiosidades sobre o planeta Júpiter

Luas

Io, Europa, Ganimedes e Calisto – luas descobertas por Galileu – são as maiores luas do planeta Júpiter. Elas compartilham sua órbita com mais quarenta e seis satélites menores conhecidos, além de outros dezessete já conhecidos, mas que ainda esperam confirmação.

A  maior de todas é Ganimedes. Seu tamanho é superior ao planeta Mercúrio, e é o único satélite do Sistema Solar que contém o próprio campo magnético.

Io possui diversos vulcões ativos em sua superfície, enquanto que Europa é coberta por uma camada de gelo. Cientistas acreditam que embaixo dessa camada de gelo exista um oceano, onde seu volume de água seria o dobro de toda a água que existe na Terra.

Anéis planetários

Em 1979, a sonda espacial Voyager 1 da NASA descobriu que Júpiter também conta com sistema de anéis, formado por pequenas partículas de poeira cósmica, embora não tão evidentes como em Saturno.. Cada aro possui entre 30 e 20 mil quilômetros de espessura, começam a aproximadamente 92 mil quilômetros da superfície do planeta, e se estendem por mais de 225 mil quilômetros.

Temperatura

As nuvens de Júpiter tem uma temperatura média de -145 °C e as temperaturas no seu núcleo chegam a 24 mil °C, uma temperatura superior às registradas na superfície do Sol.

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