Resumo de Biologia - Pâncreas

O pâncreas é uma glândula que fica localizada atrás do estômago, responsável por separar o suco pancreático, pela produção de insulina e pela absorção de enzimas da digestão.

Como é o funcionamento do pâncreas 

O pâncreas é uma glândula que mede entre 15 e 25 cm de extensão e tem uma divisão anatômica de três partes: cabeça (porção mais volumosa), corpo e cauda. Ele integra o sistema digestivo e endócrino e está estabelecido no abdômen, atrás do estômago, entre o duodeno e o baço.

O pâncreas apresenta duas funções diferentes:

  • Função endócrina: é responsável pela produção de insulina, o hormônio que controla o nível de glicemia no sangue.
  • Função exócrina: é responsável pela produção de enzimas envolvidas na absorção e digestão dos alimentos.

Se a glândula manifesta algum problema e existe a carência na produção de insulina, a glicose que poderia ser consumida pelo organismo, acaba sendo eliminada pelos rins e provocando o diabetes. O pâncreas funciona como dois órgãos existentes em um só.

Atuação no Sistema Digestivo

O pâncreas tem a responsabilidade de fabricar várias substâncias, entre elas, as principais são: a amilase e a lipase – enzimas que são expelidas pelos canais pancreáticos e caem no duodeno – início do intestino delgado, local onde elas vão atuar.

As duas enzimas vão fragmentar os alimentos em partes menores. A amilase realiza a digestão de carboidrato e a lipase age na gordura. A ausência dessas enzimas causa dificuldades na absorção dos nutrientes e provoca o emagrecimento indesejado.

Funções no Sistema Endócrino

No pâncreas existem estruturas denominadas ilhotas de Langerhans. Elas representam 2% do tamanho total da glândula e são constituídas pelas células alfa – que geram o hormônio glucagon e pelas células beta – que produzem a insulina.

Momentos extensos de jejum fazem com que a taxa de açúcar diminua muito e para evitar a hipoglicemia, acontece a liberação do glucagon – que estimula o fígado a modificar suas reservas de glicogênio em moléculas de glicose para organismo, regularizando a situação.

O pâncreas é acionado para produzir a insulina, quando existe uma grande quantidade de açúcar na circulação sanguínea. O hormônio faz uma limpeza nos vasos ao colocar toda a glicose para dentro das células, local onde ela vai servir de combustível.

Os ácinos pancreáticos fabricam o suco pancreático e apresentam um canal excretor. Vários canais de ácinos pancreáticos se unem e formam o sistema de canais, onde se destacam o “wirsung” e o canal secundário “santorini“. Através desses canais o suco pancreático chega ao duodeno.

Doenças que atingem o pâncreas

  • Câncer: possui uma alta taxa de mortalidade pelo fato de seu diagnóstico ser tardio. Não costuma ter sintomas específicos.
  • Diabetes: o corpo não produz insulina em quantidade suficiente, provocando excesso de glicose no sangue.
  • Fibrose Cística: doença genética.
  • Hipergastrinemia: distúrbio endócrino caracterizado por níveis aumentados do hormônio gastrina, fazendo com que o estômago produza o ácido gástrico em excesso.
  • Hiperinsulinismo congênito: causa mais comum da hipoglicemia persistente durante a infância, podendo até surgir após o nascimento.
  • Insuficiência pancreática exócrina: incapacidade do pâncreas exócrino de segregar enzimas digestivas em boa quantidade para digerir os alimentos no intestino e permitir a sua absorção.
  • Pancreatite: inflamação do pâncreas. Os dois tipos principais são: pancreatite aguda e pancreatite crônica.
  • Problemas inflamatórios agudos: entupimento do canal pancreático por pedrinhas da vesícula biliar. Sintomas: dor abdominal e vômito.
  • Problemas inflamatórios crônicos: destroem as células da glândula gradualmente. Sua maior causa é o consumo de álcool.
  • Pseudocisto pancreático: coleção de fluido rico em enzimas pancreáticas, sangue e tecido necrótico, envolvido por uma cápsula fibrosa e tecido de granulação.
  • Tumores benignos: adenomas, fibromas e insulomas são os mais frequentes. Predisposição genética tem grande influência.

Câncer do Pâncreas

O tumor de pâncreas mais comum é o tipo adenocarcinoma, originado no tecido glandular. Esse tipo corresponde a 90% dos casos diagnosticados e a maior parte deles atinge o lado direito do órgão – a cabeça.

É uma doença de difícil identificação e apresenta alto índice de mortalidade por causa do diagnóstico demorado e por conta do seu comportamento agressivo.

É um câncer muito raro antes dos 30 anos e mais comum a partir dos 60 anos de idade. De acordo com a União Internacional Contra o Câncer (UICC), os casos de câncer de pâncreas aumentam conforme o avanço da idade e a ocorrência da doença é mais comum nos homens.

Pancreatite

A pancreatite é uma doença que possui duas formas, a aguda e a crônica. A primeira é leve pode sumir sem tratamento, mas os casos mais graves causam problemas até com perigo de morte. A enfermidade pode ser hereditária também e o consumo de álcool aumenta as chances da doença.

  • Pancreatite aguda: em geral, seu início é inesperado e assim como começa, a inflamação some em poucos dias, com o tratamento adequado. A causa mais comum da doença são os cálculos biliares.
  • Pancreatite crônica: é uma inflamação continua e pessoas com essa doença podem sofrer estragos definitivos no pâncreas. O tecido cicatricial cresce a partir da inflamação de longa duração e pode fazer o pâncreas parar de produzir a quantidade adequada de enzimas digestivas e assim, pode provocar problemas em digerir gorduras. Em situações mais graves, a parte endócrina pode ser acometida e ocorrer uma evolução para diabetes mellitus.
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