Resumo de Biologia - Osmose

A osmose é um processo físico, no qual o solvente se movimenta de um lado para o outro dentro da membrana plástica de uma célula.

Esse processo acontece entre dois meios com diferentes concentrações de soluto (qualquer substância diluída em um solvente), ou seja, a água passa de um meio hipotônico, com menor concentração de soluto, para um meio hipertônico, com maior concentração de soluto.

O transporte realizado de um meio para o outro é classificado como passivo, uma vez que não ocorre o gasto de energia. Nele, a água, que é o solvente, atravessa a membrana semipermeável com o objetivo de equilibrar a concentração da solução.

A pressão com a qual a água é forçada a atravessar a membrana é chamada de pressão osmótica. O processo da osmose só termina quando os dois meios atingem a mesma concentração de soluto, transformando-se em uma solução isotônica.  

Desta maneira, existem três tipos de soluções:

Solução hipotônica: nesse tipo de solução há uma menor concentração de soluto. Ao ser colocada em meio hipotônico, a célula poderá inchar até se romper. Nesse caos, o movimento da água ocorre de fora para dentro, exercendo menor pressão osmótica.

Solução hipertônica: nesse tipo de solução há uma concentração maior da quantidade de soluto. Nesse caso, as células encolhem, visto que a movimentação da água é feita de dentro para fora e, consequentemente, elas perdem água.

Solução isotônica: nesse caso, as concentrações de soluto e pressão osmótica são equivalentes dentro da célula.

Osmose em células animais e vegetais

Célula animal

Quando a célula animal está em uma solução isotônica, ou seja, com a mesma concentração de soluto, a água flui para dentro e para fora da célula na mesma proporção.

Na solução hipotônica, por sua vez, um grande quantidade de água irá entrar na célula por osmose causando um rompimento da membrana (lise). Já na solução hipertônica, por osmose, a célula irá perder água para o ambiente até murchar.

No vídeo abaixo, acompanhe como esse processo acontece:

Célula vegetal

Dentro da célula vegetal, a osmose apresentará resultados diferente devido à presença de uma parede celular. Na solução hipotônica, ao contrário do que ocorre na célula animal, a água entrará na célula, mas a parede vai impedir que ela se rompa. Nesse caso, pode-se dizer que as células estão túrgidas.

Quando a célula está em meio hipertônico, ela perde água e o seu citoplasma se retrai, deslocando a membrana plasmática da parede celular. Nesse caso, diz-se que a célula está plasmolisada.

Contudo, se essa célula plasmolisada for colocada em um meio hipotônico, ela irá absorver a água do ambiente e retornar a situação inicial. O fenômeno inverso à plasmólise é chamado de deplasmólise.

Nos casos em que a célula estiver em uma solução isotônica, ela ficará flácida, uma vez que a entrada e saída de água ocorrem na mesma proporção. Essas ações, portanto, mostram como a osmose pode provocar alterações no volume celular.

Uma hemácia humana, por exemplo, é isotônica se comparada a uma solução de cloreto de sódio a 0,9% (solução fisiológica).

Se a hemácia for colocada em um meio com maior concentração de soluto, ela perderá água e murchar. Entretanto, se estiver em um meio hipotônico, que é mais diluído, ela irá absorver água por osmose e aumentar o seu tamanho podendo, inclusive, se romper.

Relações hídrica

A medida em que a água entra na célula vegetal, ocorre uma deformação na membrana celulósica. Com isso, ela passa a exercer uma força contrária à entrada de água. Essa força de resistência é chamada de: Turgor, Turgescência ou resistência da membrana celulósica.

A turgescência também pode ser chamada de força de saída. A diferença entre a força de entrada e a força de saída da água na célula denomina-se pressão de difusão ou sucção celular.

Medição da pressão osmótica

A pressão osmótica de uma solução é medida através de um osmômetro. Para isso, a solução avaliada é colocada dentro de um tubo de vidro fechado com uma membrana semipermeável. Esse tubo será introduzido em outro recipiente, contendo água destilada.

Através da osmose, a água entra na solução e eleva o nível de líquido existente no tubo. A concentração de partículas na solução do tubo será sempre maior do que está fora, já que no recipiente possui água destilada.

Contudo, quando o peso da coluna líquida dentro do tubo de vidro for equivalente à força osmótica, o fluxo da água irá cessar. Assim, conclui-se que a pressão osmótica da solução é a mesma que a pressão hidrostática exercida pelo líquido do tubo.

Osmose reversa

Na osmose reversa, ocorre o efeito contrário ao processo natural da osmose. Nesse caso, o solvente (água) flui do meio mais concentrado para o menos concentrado, isolando-se do soluto, uma vez que a membrana semipermeável permite apenas a passagem do solvente.

Para que isso aconteça, a osmose reversa precisa de mais pressão do que ocorre normalmente na pressão osmótica comum.

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