Resumo de Biologia - Lisossomos

Os lisossomos são organelas celulares membranosas que geralmente são encontradas nas células dos seres vivos eucariontes. Essas pequenas estruturas são originadas pelo complexo de Golgi e são capazes de degradar partículas em função das enzimas digestivas que as compõem.

Nos lisossomos é possível encontrar várias enzimas, cada uma delas é capaz de digerir determinado tipo de substância, por exemplo: lipases (digerem lipídios), proteases (digerem aminoácidos), nucleases (digerem ácidos nucleicos), entre outras.

De modo geral, essas organelas membranosas possuem duas funções:

  • Heterofagia: degradação de partículas com origem extracelular;
  • Autofagia: reciclagem (renovação) de outras organelas celulares envelhecidas.

Estrutura e tipos de lisossomos

Os lisossomos possuem tamanho variável, mas a maioria deles apresenta entre 0,1 e 0,8 µc, e possuem o formato esférico. Além disso, essas organelas são delimitadas por uma membrana plasmática, com uma cobertura de carboidratos na face interna, que evita a digestão da própria membrana do lisossomo.

Como já dito, eles são originados no complexo de Golgi – outra organela celular. As vesículas que se soltam do Golgi dão origem aos lisossomos primários. Esses, por sua vez, ficam estacionados no citoplasma até que a célula realize a endocitose e englobe alguma partícula de origem extracelular.

Essa partícula, quando englobada, é interiorizado pelo endossomo que se funde ao lisossomo primário e dá origem ao lisossomo secundário, também denominado de vacúolo digestivo. Consequentemente, pode ser formado o vacúolo residual, um lisossomo formado por resíduos não digeridos no processo de digestão.

Há também um quarto tipo de lisossomo, o vacúolo autofágico ou autofagossomo, responsável por digerir partes da célula como  algumas mitocôndrias ou um retículo endoplasmático.

Os vacúolos digestivo, autofágico e residual são chamados de lisossomos secundários. Já os lisossomos novos, que ainda não participaram do processo de digestão, são chamados de lisossomos primários.

Endocitose

A endocitose é um processo de transporte celular que permite que a célula traga substâncias do meio extracelular para o intracelular através das vesículas de endocitose ou endocíticas.

Esse processo pode acontecer por pinocitose, fagocitose ou endocitose mediada.

Pinocitose

A termo pinocitose é uma derivação das palavras gregas “pinos” (beber) e “citos” (célula). Tal processo ocorre quando a célula ingere macromoléculas diluídas em água.

De modo geral, as macromoléculas são proteínas ou polissacarídeos, que por outros modos teriam dificuldades de penetrar a membrana celular.

A pinocitose ocorre de acordo com as seguintes etapas:

  1. Macromoléculas dissolvidas em água ficam próximas da membrana plasmática; 
  2. As macromoléculas são envolvidas na membra plasmática por meio de uma invaginação;
  3. A membrana plasmática se fecha e no interior do citoplasma são formados os pinossomos;
  4. Os pinossomos são espécies de pequenos sacos que no seu interior abrigam o material ingerido;
  5. Caso sirvam de alimento, os pinossomos podem ser digeridos pela célula.

Fagocitose

Esse processo é semelhante ao da pinocitose, contudo material envolvido pela membrana não está diluído, ou seja, a célula envolve e transporta partículas sólidas ao seu interior.

A fagocitose é realizada apenas por células capazes de se movimentar como as amebas, macrófagos e neutrófilos. Esse processo tem como função garantir a nutrição, a defesa e a manutenção das atividades celulares.

As etapas da fagocitose podem ser resumidas em quatro:

  1. Adesão: os anticorpos marcam a partícula invasora para fagocitose, consequentemente a adesão ativa receptores que desencadeiam a montagem da actina;  
  2. Englobamento: a montagem de trama de actina estimula a formação de pseudópodos;
  3. Fusão: acontece a fusão com vesículas ricas em enzimas;  
  4. Degradação:  a formação de um lisossomo contendo diversas enzimas hidrolíticas que degradam substratos específicos.

Endocitose mediada por receptor

Consiste na ligação de uma molécula extracelular com proteínas receptoras, concentradas em determinados locais da membrana plasmática. Tais receptores, geralmente, estão associados à proteína do citoplasma chamada de clatrina, que forma uma depressão na membrana.

Quando a proteína receptora se liga a uma determinada molécula, a depressão cresce até se transformar em uma vesícula rodeada de clatrina, que confere estabilidade a ele e permite seu transporte para o interior da célula.

Exocitose

Os produtos da digestão do lisossomo têm os seguintes destinos:

1. Transferência para o citoplasma e aproveitamento em vias de biossíntese

2. Ficarem acumulados nas células como pigmentos de envelhecimento;

3. Eliminação por exocitose, no caso dos produtos não digeridos.

No processo de exocitose, os resíduos que estão na vesícula serão conduzidos até a membrana e se fundirão com ela. Consequentemente, ela se abrirá para o exterior e irá expelir o conteúdo. Depois a membrana da vesícula se reintegra à membrana da célula.

A exocitose ainda pode ser realizada de duas maneiras:

  • Constitutiva: liberação de substâncias de forma constante;
  • Regulada: eliminação de substâncias somente com a presença de um estímulo.

Autofagia

Os lisossomos também são capazes de digerir partes da própria célula por meio da autofagia. Esse processo de degradação e também reciclagem começa com a produção de proteínas que se ligam até estruturar membranas, que irão ingerir o material e formar o autofagossomo.

O autofagossomo se mistura ao lisossomo, formando o autofagolisossomo, este último será degradado graças a ação das enzimas digestivas. Em alguns casos pode acontecer a morte da célula por autólise, que é o rompimento do lisossomo e consequentemente dispersão das enzimas no citoplasma.

Resumo sobre lisossomo

Os lisossosmos são organelas membranosas encontradas, na maioria das vezes, em células eucariontes. Eles são originários do complexo de Golgi e são capazes de degradar partículas em função das enzimas digestivas que as compõem.

É possível encontrar diversas enzimas no lisossomo, cada uma delas é capaz de digerir determinado tipo de substância, como as lipases (digerem lipídios), proteases (digerem aminoácidos), nucleases (digerem ácidos nucleicos), entre outras.

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