Resumo de Biologia - Labirintite

A labirintite é uma doença caracterizada por um distúrbio no ouvido, que afeta o labirinto e as estruturas internas responsáveis pela audição (cóclea) e equilíbrio (vestíbulo). Contudo, vale lembrar que nem todos os distúrbios que ocorrem na região do ouvido é uma labirintite.

O labirinto é formado por um tecido ósseo e outro membranoso, que abriga um líquido viscoso (endolinfa) entre as camadas, na qual ele se divide. A camada anterior do labirinto possui as estruturas nervosas que transmitem os impulsos auditivos.

O lado posterior, por sua vez, é responsável por fornecer a noção de equilíbrio. Sua estrutura acomoda a endolinfa e as células nervosas que informam a posição da cabeça em relação ao corpo.

Causas da labirintite

As causas da labirinte não estão muito definidas. Mas, sabe-se que os motivos mais comuns estão relacionadas as infecções ou inflamações causadas por vírus e bactérias, mas também pode estar relacionada a outros problemas de saúde

As doenças que podem colaborar para o aparecimento do distúrbio são: tumores, doenças neurológicas, compressões mecânicas, alterações genéticas, alergias, reação a medicamentos, etc.

Normalmente, a labirintite atinge pessoas acima dos 40 e 50 anos, decorrente de alterações vestibulares, metabólicas, ou do sistema nervoso.

É importante ressaltar que a labirintite também pode apresentar fatores de riscos, tais como: hipoglicemia, hipertensão, abuso do álcool, fumo, cafeína em excesso, estresse, ansiedade, má alimentação, jejum prolongado, dentre outros.

O aumento nos níveis de colesterol, diabetes, triglicérides e ácido úrico acarretam alterações dentro das artérias e reduzem a quantidade de sangue que circula nas áreas do cérebro e do labirinto, causando um fator de risco.

Sintomas

Os sintomas mais comuns da labirintite são as vertigens (tonturas). Elas podem ser divididas da seguinte forma:

  • Vertigem paroxística benigna: é o tipo de tontura mais conhecido pelas pessoas. Seus sintomas são mais frequentes em pessoas que apresentam alterações no metabolismo, como a diabetes e o colesterol alto. Ela é causada pelo desarranjo que ocorre nos cristais internos do labirinto, uma vez que eles são responsáveis por localizar a posição da nossa cabeça. Quando não estão na posição correta, os cristais geram um conflito nas informações.
  • Síndrome de Ménière: consiste em uma alteração do labirinto, normalmente causada por problemas metabólicos ou maus hábitos alimentares, a exemplo do excesso de açúcares.
  • Migrânea vestibular: é uma vertigem muito comum em pessoas que tem histórico de enxaquecas.

A labirintite não costuma causar desmaios, entretanto, a recomendação é que a pessoa evite deitar para não agravar as tonturas. A fase mais intensa da labirintite acontece de forma repentina e pode levar minutos, horas ou até dias para desaparecer, a depender da crise.

Quando causado por gripe ou resfriado, os sintomas da labirintite demoram em média de uma a duas semanas para aparecer. Em alguns casos, as tonturas podem vir acompanhadas de outros sintomas, como:

  • Alterações gastrointestinais;
  • Perda ou redução da audição;
  • Desequilíbrio e tonturas;
  • Zumbidos no ouvido;
  • Náuseas e vômito;
  • Sudorese;
  • Queda de cabelo.

Diagnóstico

O diagnóstico da labirintite é feito a partir da análise minuciosa de algumas sintomas. A partir disso, o médico irá pedir a realização de exames específicos para eliminar a suspeita de outros distúrbios. Os exames são:

  • Eletronistagmografia;
  • Eletroencefalograma (EEG);
  • Tomografia computadorizada da cabeça;
  • Audiometria;
  • Ressonância magnética da cabeça.

Também pode ser feito um técnica muito precisa, como aquecer e resfriar o ouvido interno com ar ou água, estimulando o calor para testar os reflexos dos olhos.

Tratamento

Em uma crise de labirintite, os médicos recomendam que o paciente se acalme e tente fixar os olhos em um objeto, pois a visão é um dos elementos que ajudam a alcançar o equilíbrio. Eles também pedem que, durante as crises, as pessoas evitem fazer atividades que possam aumentar os riscos como, por exemplo, andar ou dirigir sozinho.

Por outro lado, quando não há crises, a labirintite é tratada de acordo com a doença que desencadeou a tontura. Nos casos de migrânea vestibular, por exemplo, serão usados medicações anti-enxaqueca.

Já a vertigem paroxística benigna não é controlada com o uso de medicamentos, e sim com exercícios, a fim de reposicionar os cristais. Um deles é a reabilitação labiríntica, uma terapia dividida em várias sessões cujo intuito é melhorar o desempenho de todo o sistema do equilíbrio.

Esses exercícios são feitos com o acompanhamento de um fisioterapeuta ou fonoaudiólogo, no qual todos os componentes do equilíbrio são estimulados. Além disso, são muito indicados para pessoas idosas.

Quando a labirintite foi provocada por infecções virais, o especialista irá receitar medicamentos que ajudem a amenizar os sintomas. Eles podem ser:

  • Anti-histamínicos;
  • Corticoides, a exemplo do prednisona, nos casos mais graves;
  • Medicamentos para controlar náusea, vômitos e tonturas;
  • Sedativos.

Após a conclusão do tratamento, os sintomas mais graves devem desaparecer em uma semana, ou podem levar de dois a três meses para sumirem completamente. Porém, quando o paciente tem mais idade, a tontura contínua tende a durar um pouco mais.

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