Resumo de Biologia - Herança Ligada ao Sexo

A herança ligada ao sexo está relacionada à genética e aos genes que se localizam nos cromossomos sexuais. Eles determinam algumas mutações gênicas nos seres humanos, como daltonismo e hemofilia.

O cromossomo sexual masculino (Y) possui poucos genes, enquanto o feminino (X) apresenta muitos genes. Dessa maneira, os cromossomos X e Y possuem partes homólogas pequenas que pouco se pareiam, ou seja, quase não ocorre recombinação entre os seus genes. Isso porque X quase não possui homologia em relação a Y.

As poucas partes dos genes do cromossomo X que apresentam alelo homólogo ao cromossomo Y são chamados de genes ligados ao sexo ou genes ligados ao cromossomo X. Já o mecanismo que promove a herança desses genes é denominado herança ligada ao sexo.

Mecanismos da herança ligada ao sexo

O que determina o sexo de um indivíduo são os cromossomos sexuais. Para que uma pessoa seja do sexo masculino, é necessário que ela tenha recebido um cromossomo X da mãe e um Y do pai. Já para ser uma mulher, é preciso que tenha recebido um cromossomo sexual X da mãe e um cromossomo X do pai.

Vale destacar que o par de cromossomos sexuais masculinos é o único entre os 23 que não possui o mesmo tamanho e formato, pois o Y é menor que o X.

Os mecanismos de herança ligada ao sexo se dividem em três tipos: herança ligada ao cromossomo X, herança restrita ao sexo e herança influenciada pelo sexo. Conheça mais sobre cada um deles.

Herança ligada ao cromossomo X

A herança ligada ao cromossomo X é a herança materna definida quando o gene modificado está no cromossomo X e, portanto, possui padrão recessivo. Nesse tipo de herança ligada ao sexo, os indivíduos do sexo masculino herdam esse cromossomo apenas da mãe, enquanto as mulheres herdam um da mãe e um do pai.

Doenças relacionadas ao cromossomo X

As alterações genéticas resultantes desse tipo de herança ligada ao sexo são mais frequentes nos homens, visto que necessitam de apenas uma dose do gene causador da anomalia para isso.

Algumas dessas anomalias são:

Daltonismo: é a impossibilidade de distinguir as cores verde e vermelha e afeta, em sua maioria, os homens (5% a 8%). É produzida por um alelo recessivo presente no cromossomo X, nomeado de “Xd” ou simplesmente “d”, enquanto que o alelo que determina a visão normal é chamado de “XD” ou “D”.

Para que uma mulher seja daltônica, é necessário que o pai e a mãe sejam portadores do alelo recessivo. Apenas 0,04% delas são acometidas pela anomalia, porém a probabilidade de uma delas transmitir a doença para um filho do sexo masculino é de 50%. Já os homens que possuem a anomalia, passam esse gene para todas as filhas e não para os filhos.

Hemofilia: é caracterizada pela incapacidade de coagulação sanguínea e portanto, as pessoas com essa doença apresentam sangramentos prolongados mesmo em pequenos ferimentos.

Ela decorre dos alelos recessivos ligados ao cromossomo “Xh” ou “h” recebidos da mãe. As filhas desse indivíduo do sexo masculino portador de hemofilia herdarão esse gene, enquanto os filhos homens não terão a doença.

Existem dois tipos de hemofilia: “A”, a mais frequente (85% dos casos), caracteriza-se pela deficiência do fator VIII e “B”, provocada pela deficiência do fator IX. O tratamento para as crises de hemofilia é feito por meio da reposição dos fatores de coagulação.

Herança restrita ao sexo

A herança restrita ao sexo corresponde aos genes denominados holândricos, localizados no cromossomo Y e herdados pelo pai. Um desses genes é o SRY, que determina a transformação das gônadas indefinidas do embrião em testículos.

A hipertricose auricular é um exemplo de herança restrita ao sexo. Ela causa a presença de uma grande quantidade de pelos nas orelhas dos homens. Como se restringe a um gene ligado ao Y, esse aspecto passa de pai para filho exclusivamente por este cromossomo.

Herança influenciada pelo sexo

A herança influenciada pelo sexo se dá quando os genes, apesar de se expressarem em homens e mulheres, atuam de maneira diferente em um e outro. A calvície é um exemplo desse tipo de herança ligada ao sexo.

Nos homens, o gene que determina a calvície encontra-se em um alelo autossômico e age como dominante no homem. Já nas mulheres, ele se apresenta como recessivo e portanto, para que as pessoas do sexo feminino se tornem calvas, é preciso que sejam homozigotos recessivos. Essa diferença decorre do ambiente hormonal de cada indivíduo.

Curiosidades

Nas espécies de himenópteros, a exemplo de vespas, formigas e abelhas, o sexo não é determinado por cromossomos sexuais. No caso das abelhas, os óvulos fecundados pela rainha produzem fêmeas diploides e os não fecundados transformam-se partenogeneticamente em machos haploides. Já nas formigas, as larvas recebem apenas mel e as que evoluirão para rainhas, recebem também geleia real (secreção glandular das operárias adultas).

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