Resumo de Geografia - Clima Polar

Provoca as temperaturas mais baixas do planeta

O clima polar, também chamado de glacial, é predominante em áreas de altas latitudes, mais especificamente nos polos Sul e Norte do planeta Terra. Nessas regiões, as temperaturas são as mais baixas e as estações do ano não são bem definidas.
Como ocorre nas extremidades, atinge parte do Canadá, Sibéria, Alasca, Groenlândia e Islândia (ao norte), além da Antártida (ao sul) – considerado o continente montanhoso mais gelado do mundo.

Principais características do clima polar


As zonas sob influência do clima polar apresentam baixas temperaturas durante todo o ano, variando entre 10ºC positivos e 40ºC negativos. Esse efeito leva a ocorrência de precipitações em forma de neve, embora este fenêmeno não seja frequente (média anual de 150 milímetros).
Em virtude das temperaturas quase sempre negativas, quando a neve cai na superfície normalmente não derrete, o que provoca uma acumulação e formação de camadas espessas de gelo sobre o solo. As calotas polares – placas com milhões de toneladas e que são encontradas na Antártida e Groenlândia – precisaram de milhões de anos para atingir esse proporção.
O que permite tais características é o fato do clima polar ser condicionado ao eixo de inclinação do globo terrestre, o que impossibilita a incidência de raios solares. Devido ao movimento de rotação da Terra, as regiões ficam do lado oposto ao sol durante seis meses, fator que impede uma elevação constante nas temperaturas. Já quando há o alcance da luminosidade, motivando um breve verão, o dia chega a durar 24 horas.
Os ventos nessas áreas são bastante intensos, cobrindo a parte da neve. A umidade relativa do ar fica em torno de 70% nos meses mais frios e 80% no verão. Os índices pluviométricos são baixos, às vezes até se aproximam aos valores encontrados em desertos quentes, pois praticamente não chove em determinados locais.
Em suma, o clima glacial é marcado pelas seguintes condições:
  • Pouca precipitação em forma de chuva (em razão da baixa evaporação da água);
  • Presença de ventos fortes, principalmente ao sul;
  • Temperaturas extremamente baixas durante quase todo o ano;
  • Baixa umidade do ar;
  • Predominância de geleiras;
  • No verão e inverno existem períodos de luz ou escuridão que duram 24 horas.


Vegetação


Apesar das regiões que sofrem interferências do clima polar serem consideradas vazios demográficos, existem algumas espécies de plantas e animais que conseguem sobreviver em meio ao frio, como, por exemplo, a vegetação de tundra (significa “terra estéril”, “sem árvores”).
Essa cobertura vegetal divide-se em dois tipos: ártica e alpina. No primeiro caso, localiza-se no Polo Norte e é o bioma mais seco e frio do planeta. Como as quantidades de chuva são mínimas e a incidência de luz solar é pouca, o solo fica coberto de neve na maior parte do ano. Somente nos meses mais quentes que a camada superficial do solo descongela, formando pântanos.
Mesmo com baixa intensidade luminosa, no verão o sol permanece o dia inteiro, o que estimula o desenvolvimento de arbustos anões e herbáceas (gramíneas, musgos e liquens). Já na tundra alpina, presente no topo de montanhas muito altas, o frio não impede a drenagem do solo, gerando uma vegetação composta por ervas, arbustos e musgos. Os alces são um dos animais habitados a este ambiente.
A variedade de espécies vegetais é pouca, mas as que estão presentes crescem em abundância e servem de alimento para lebres, renas e lemingues. Estes, por sua vez, fazem parte da cadeia alimentar dos ursos polares, lobos e raposas árticas.

Consequências do derretimento das calotas polares

Devido à intensidade do aquecimento global – fenômeno causado pelo excesso de emissão de gases como o carbono, elevando as temperaturas globais – as colotas polares na Antártida e Groenlândia estão derretendo seis vezes mais do que nos anos 1990, segundo estudo realizado pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC).
De acordo com estimativas do IPCC, já foram perdidas 475 bilhões de toneladas de gelo. Como consequência, caso não tenha ações efetivas para o controle e baixa na emissão de poluentes, em 2100 o nível do mar pode aumentar 70 cm. Isso já é o suficiente para inundar áreas habitadas por mais de 100 milhões de pessoas.
Em um cenário ainda mais crítico, ou seja, com o derretimento total das calotas, especialistas afirmam que as mudanças seriam drásticas. Diante do fim das massas de ar vindas dos polos, por exemplo, a Terra giraria mais rápido, alterando a duração dos dias e estações do ano.
O clima também ficaria mais intenso, com aumento na frequência de chuvas, furacões e maremotos. As altas temperaturas ainda transformariam as áreas verdes em verdadeiros desertos, interferindo diretamente na agricultura e produção de alimentos.
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