Resumo de Biologia - Camadas da atmosfera

As camadas da atmosfera existem para proteger o planeta Terra dos raios solares. Sem as camadas da atmosfera não haveria o equilíbrio necessário entre o aquecimento e o resfriamento que a Terra precisa.

São cinco as camadas que compõem a atmosfera terrestre, cada uma com sua importância e todas baseadas na temperatura. São elas: troposfera, estratosfera, mesosfera, termosfera e exosfera.

Cada camada tem sua singularidade e características diferentes, porém elas são estudadas com base na altitude e na composição do ar. Não existe uma divisão física nas camadas da atmosfera, tendo em vista que a atmosfera é um ambiente fluido constituído por gases variados.

Características das camadas da atmosfera

A troposfera é a primeira camada que compõe a atmosfera, a mais próxima da superfície da Terra. A troposfera é a menor camada em extensão, porém corresponde a cerca de 80% da massa da atmosfera e é onde os seres vivos conseguem respirar. O limite entre a superfície da Terra e o fim da troposfera atinge 17 quilômetros.

Quando maior a altitude, menor a temperatura, que varia de forma vertical. É na troposfera que acontecem os fenômenos da meteorologia como furacões e tornados, onde se encontra vapor de água e onde os aviões circulam. No limite da troposfera está a tropopausa que é a divisa com outra camada da atmosfera: a estratosfera.

A estratosfera faz divisa com a troposfera e com a mesosfera. Nela a temperatura se comporta de forma diferente, pois aumenta conforme a altitude cresce. Na estratosfera, o movimento do ar é horizontal e não existe muito vapor d’água disponível. A distância entre a superfície da Terra e a estratosfera é de cerca de 50 quilômetros.

Na estratosfera está inserida a camada de ozônio, responsável por ser o filtro da radiação ultravioleta que pode ser prejudicial aos seres vivos, pois pode causar envelhecimento, câncer de pele e problemas de visão. 90% do gás ozônio está presente na estratosfera. Alguns tipos de aviões, como os a jato, podem circular nessa camada devido à estabilidade.

A mesosfera é a camada atmosférica que se encontra no meio. Nela, à medida que a altitude cresce, a temperatura desce. Quanto maior a altitude, o ar fica mais rarefeito. A mesosfera divide com a superfície da terra uma distância de 80 quilômetros.

Em seus limites, a temperatura pode chegar a noventa graus negativos, o que a torna a camada mais fria de todas as camadas da atmosfera. A explicação para as baixas temperaturas é o fato de não haver grandes concentrações de moléculas, pois o calor diminui devido à camada de ozônio.

É na mesosfera que os meteoritos são fragmentados com o objetivo de nunca chegarem à superfície da Terra. Por ser uma camada considerada como altamente resistente, a resistência gera calor e esse calor possibilita a combustão dos meteoritos.

A termosfera, conhecida também como ionosfera, é a quarta camada da atmosfera. Nessa camada existem várias partículas constituídas de eletricidade que permitem a reflexão de ondas de rádio. O hidrogênio é o gás que predomina na termosfera, onde o ar é quase inteiramente rarefeito. A temperatura aumenta e pode passar dos mil graus Celsius à medida que a altitude cresce.

A termosfera é a camada responsável por reter a radiação solar e só corresponde a 1% da atmosfera. A distância entre ela e a superfície terrestre pode chegar a 600 quilômetros. É nela que os satélites fazem sua órbita e onde o fenômeno conhecido como aurora boreal acontece.

A exosfera é a última das camadas da atmosfera. É a camada que faz a divisão entre o fim da atmosfera terrestre e o espaço. Não é possível visualizar os limites superiores a essa camada, devido aos gases rarefeitos que fazem da respiração uma atividade impraticável.

Essa camada é constituída de gás hidrogênio e gás hélio. Nela, as partículas se soltam da gravidade da Terra e as temperaturas continuam altas. Os transportes espaciais precisam ser construídos com resistência ao calor para conseguirem atravessar a exosfera.

Camada de Ozônio

A camada de ozônio fica na estratosfera e existe para proteger todos os seres vivos contra a radiação ultravioleta que é emitida pelo sol. Porém, quando o gás ozônio entra em contato com a superfície da Terra pode causar danos graves, como a poluição do ar e a chuva ácida.

Há algumas décadas, algumas pesquisas feitas comprovam que ações humanas começaram a destruir a camada de ozônio. Em várias partes do mundo, principalmente na Antártida, a camada de ozônio está se tornando mais fina e frágil.

Alguns agentes químicos são responsáveis pela destruição da camada de ozônio, como gases provenientes de queimas, combustíveis fósseis, escapamentos de carros. Essa destruição promove o aquecimento global.

Os gases mais prejudiciais à camada de ozônio e geradores do efeito estufa são os CFCs, ou clorofluorcarbonos. Esses gases quando chegam na estratosfera, além de prejudicarem a formação natural do ozônio, se separam e liberam cloro e formam oxigênio, que é um gás que não consegue proteger o planeta das radiações.

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