Resumo de Biologia - Apêndice

O apêndice é um tubo vermiforme com a aparência de uma pequena bolsa, localizado na primeira parte do intestino grosso (mais precisamente no lado direito inferior da barriga) com tamanho aproximado de 10 cm.

Qual a função do apêndice?

Durante muito tempo a medicina tentou entender a função exata do apêndice para o organismo, acreditando, inclusive, que ele se tratava de um órgão vestigial, ou seja, sem nenhuma função evidente.

Atualmente, sabe-se que o apêndice ajuda a manter e controlar as bactérias boas do intestino, que auxiliam na digestão e evitam infecções. Isso é dito porque pesquisadores descobriram que o apêndice é formado, em grande parte, pelo tecido linfático, tecido importante na manutenção do sistema imunológico dos seres vivos.

Sendo assim, a presença do tecido no local permite que o apêndice atue como um reservatório, onde ocorre o crescimento e a manutenção de bactérias benéficas para o intestino.

Em casos de doenças diarreicas, a pessoa pode perder boa parte dessas bactérias, levando ao desenvolvimento de problemas mais severos. Nesses casos, o apêndice tem a rápida função de agir na recuperação da microbiota intestinal, restabelecendo as bactérias que foram perdidas.

A conclusão da pesquisa levou em consideração a hipótese da utilização do apêndice no processo de digestão dos vegetais.  No entanto, caso ele seja retirado, a sua ausência não traz nenhum prejuízo ou anomalia para o organismo.

Ainda tem dúvida sobre a função do apêndice? Assista o vídeo abaixo:

Apendicite

Apendicite é o nome usado para designar a inflamação do apêndice. Por razões ainda desconhecidas, esse tubo pode infeccionar e causar grandes desconfortos às pessoas, principalmente em crianças, adolescentes e adultos jovens.

Não há uma causa específica para o desenvolvimento da apendicite, porém existem alguns fatores que podem causar a inflamação do apêndice, como a obstrução por gordura ou fezes ou algum tipo de infecção causada por vírus, a exemplo da gastrointestinal.

Os sintomas mais comuns da apendicite são:

  • Dor abdominal, que pode variar conforme a idade da pessoa e posição do apêndice;
  • Apetite reduzido;
  • Febre baixa;
  • Náusea;
  • Vômitos.

Nos dois casos, a bactéria encontrada dentro do apêndice pode se multiplicar, causando a inflamação e o inchaço do órgão que, se não for tratado da forma correta, pode romper.

Se houver o rompimento do apêndice, a pessoa apresenta uma breve melhora dos sintomas. Porém, uma vez que o revestimento da cavidade abdominal está inflamado ou infectado (peritonite), as dores podem se agravar e os sintomas voltar de forma mais intensa, principalmente quando a pessoa tosse ou caminha.

Por conta disso, o indivíduo passa a sentir: calafrios, constipação ou diarreia, febre e tremores musculares.

Diagnóstico

O diagnóstico da doença normalmente é feito por um clínico geral que irá avaliar os sintomas com base na descrição do paciente, em exames físicos e de laboratório. Como a apendicite não é a única capaz de provocar desconfortos no abdômen, alguns testes adicionais podem ser acrescentados para um diagnóstico mais preciso.

Não há formas eficazes de prevenir a apendicite, visto que todos já nascem com o apêndice. A inflamação, portanto, é algo que acontece naturalmente, podendo acometer qualquer pessoa.

Possíveis complicações

A maior complicação que a apendicite pode apresentar, quando não diagnosticada e tratada corretamente, é o rompimento dentro do organismo, causando o acúmulo de pus que pode, inclusive, atingir outros órgãos.

Se o apêndice se romper antes da cirurgia, o paciente tem a probabilidade maior de desenvolver complicações ou um abcesso. Caso isso aconteça, após a cirurgia, a pessoa precisará ficar em observação por mais tempo.

Nesses casos, o abscesso e o pus precisam ser drenados. Esse procedimento normalmente é feito com o auxílio de um tubo sob a pele e com uso de medicamento. Estima-se que uma a cada 13 pessoas podem desenvolver a apendicite em algum momento da vida.

Tratamento

O único tratamento existente para a apendicite é a cirurgia. Ela pode ser feita de duas formas, de acordo com a indicação do médico. No primeiro tipo de cirurgia é feita uma pequena incisão de aproximadamente cinco centímetros no lado direito do abdome, logo acima do apêndice, para a sua remoção.

O segundo tipo da cirurgia é feita através de laparoscopia, no qual o cirurgião abre três pequenos orifícios no abdome, introduz uma câmera para a visualização do procedimento e remove o apêndice. Dos dois, esse último é, sem dúvidas, um procedimento menos invasivo que o primeiro, além de apresentar um tempo mais curto de recuperação.

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