Resumo de Português - Análise sintática

A análise sintática estuda a função de cada elemento que compõe o período de uma frase. Ela analisa a partir da estrutura e relação semântica.

Por frase entende-se o conjunto de palavras que estabelecem sentido completo. Ela pode ou não ter verbo. Assim, uma frase pode ser verbal ou nominal.

A frase verbal, como o nome indica, contém verbo. Ex: Estou em casa (estar = verbo). Já a frase nominal não contém verbo. Ex: Tudo bem (possui sentido completo mesmo sem verbo).

A análise sintática é estudada na sintaxe, área da gramática encarregada de analisar a função das palavras em uma frase.

A análise sintática também estuda a oração, sentença em que o sentido gira em torno do verbo. Ex: Hoje estudamos Português.

Contudo, deve-se atentar para o fato de que existe análise sintática apenas em frase verbal, pois o verbo é a palavra mais importante.

O período é o conjunto de orações que estabelecem uma ideia completa. Ele pode ser simples (com uma oração), composto (com duas ou mais orações coordenadas ou subordinadas), misto (com mais de um período composto) ou complexo (com orações interferentes). As orações podem ser ligadas por vírgulas ou conjunções.

A oração divide-se conforme a função que exerce. Tal divisão é feita por meio de termos, que podem ser essenciais, integrantes ou acessórios.

Nota: o nome período complexo é um termo recente, por isso é pouco usado.

Como fazer a análise sintática

Para a análise sintática, o raciocínio lógico deve começar no período simples. Primeiro, precisa-se encontrar o verbo para descobrir qual é o tipo de período.

Encontrando o verbo, deve-se classificar o sujeito e procurar por complementos. Feito isso, o próximo passo é procurar os predicativos que podem estar ou não presentes. Por fim, procura-se os adjuntos adverbiais ou nominais.

Termos essenciais da oração

Os termos essenciais de uma oração são os termos básicos: sujeito e predicado. Contudo, nem toda oração tem sujeito.

Sujeito

É o elemento (alguém ou alguma coisa) sobre a qual é dada a informação. A palavra que possui mais importância, dentro do contexto, classifica-se como núcleo do sujeito.  

Exemplos:

Uma mulher ligou, mas não quis deixar recado. (Mulher é o núcleo do sujeito).

O casal comprou uma casa. (Casal é o núcleo do sujeito).

Tipos de sujeito

Determinado: a frase em que é possível identificar o sujeito é classificada como sujeito determinado.

Os sujeitos determinados dividem-se em simples (com apenas um núcleo) e compostos (com dois ou mais núcleos).

Indeterminado: quando o verbo não se refere a alguém, tornando impossível de identificar o sujeito, classifica-se como sujeito indeterminado.

Existem, ainda, casos em que o sujeito não aparece expresso. Nesses momentos, têm- se o sujeito oculto, elíptico ou desinencial.

Termos integrantes

Dão sentido a frase, mas não são essenciais. Dividem-se em:

Complemento verbal

Os complementos verbais são os termos integrantes que complementam o sentido dos verbos transitivos. Os verbos transitivos subdividem-se em:

Transitivos diretos, quando exigem complemento sem preposição obrigatória (objeto direto); transitivos indiretos, exigem complemento com preposição (objeto indireto) e transitivos diretos e indiretos, quando exigem dois complementos, um sem e um com preposição (objeto direto e indireto).

Exemplos:

  • Ganhei sapatos. (Verbo transitivo direto).
  • Preciso de uma boa refeição. (Verbo transitivo indireto).
  • Ganhei flores de Guilherme. (Verbo transitivo direto e indireto).

Complemento nominal

O complemento nominal é o termo que completa o sentido de um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) por meio de preposição.

Exemplos:

  • Todo mundo tem necessidade de afeto.
  • O professor estava orgulhoso dos seus alunos.

Agente da passiva

O agente da passiva indica, na voz passiva, quem executa a ação. Aparece seguido de preposição.

Exemplos:

  • O bolo foi feito por mim.
  • Os índios foram catequizados pelos jesuítas.

Predicativo do sujeito

O predicativo do sujeito é o termo do predicado que atribui qualidade ao sujeito. Essa atribuição pode ser feita por meio de um verbo que pode ou não ser de ligação.

Exemplos:

  • A modelo é desastrada.
  • O sofá está sujo.
  • A engenheira corre feliz.

Termos acessórios

Apresentam uma informação, mas se não houver não prejudica o sentido da frase.

Adjunto adnominal

O adjunto adnominal especifica um núcleo nominal, caracteriza um substantivo, agente da ação, através de adjetivos, artigos, numerais, pronomes ou locuções adjetivas.

Na dúvida se um termo é adjunto adnominal ou complemento nominal, deve-se analisar os sentidos ativo e passivo (ativo = adjunto adnominal / passivo = complemento nominal).

Exemplos:

  • A criança educada cedeu o seu lugar à senhora de idade. (educada, sua, de idade = adjunto adnominal).
  • A economia do país vai de mal a pior. (do país = adjunto adnominal).

Adjunto adverbial

O adjunto adverbial faz referência a um verbo, adjetivo ou a um advérbio, indicando uma circunstância.

Exemplos:

  • Canta lindamente.
  • Cheguei tarde. Vim de bicicleta.

Aposto

O aposto esclarece, exemplifica ou especifica melhor uma ideia. É uma pausa entre um termo e outro, que aparece separado por pontuação, normalmente vírgula, dois pontos, parênteses ou travessão.

Exemplos:

  • Ana, irmã de Maria, vendeu todos seus salgados.
  • Gosto de tudo o que vendem na loja: os perfumes, as maquiagens e os acessórios.
  • A Semana Santa de Sevilla (maior festa religiosa da Europa) é um dos eventos mais procurados pelos turistas na época das celebrações pascais.
  • Gilberto Gil — um dos maiores compositores da música brasileira — lançou outra música de sucesso.

Vocativo

O vocativo é um termo que não possui relação sintática com o sujeito ou predicado. É o termo que serve para chamar alguém. Geralmente indica com quem se fala.

Exemplos:

  • Ande mais devagar, Rita!
  • Senhor prefeito, atenda às nossas reivindicações!
  • A vida, minha amada, é feita de escolhas.

Predicativo do objeto

O predicativo do objeto caracteriza o complemento de um verbo, atribuindo qualidade ao objeto direto e, mais raramente, o objeto indireto.

O predicativo do objeto aparece, apenas, em predicados verbo-nominais, atuando como núcleo da parte nominal do predicado verbo-nominal.

Exemplos:

  • Nós consideramos esta funcionária dispensável.
  • Ontem vi minha vizinha muito preocupada.
  • Eu chamei-lhe de falsa.
  • Os alunos chamaram-lhe incompetente.
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