Texto para responder à questão.
A ideia de que as tecnologias digitais são ferramentas imparciais, livres de viés ou ideologia é desmontada à medida que autores demonstram como os fluxos de dados seguem padrões de dominação histórica em que determinadas populações são sistematicamente invisibilizadas, exploradas ou controladas. O colonialismo de dados não apenas captura informações, mas reconfigura subjetividades e impõe novas formas de dependência tecnológica. No contexto da governança algorítmica, os corpos racializados, já historicamente alvos da necropolítica e da vigilância colonial, passam a ser modelados e disciplinados por sistemas automatizados que operam sob uma lógica extrativista e racializada. Há autores que não apenas desconstroem a ilusão da neutralidade tecnológica, mas também evidenciam o papel da tecnologia como um instrumento de poder, operando como um novo mecanismo de dominação algorítmica global, no qual os processos de colonialismo e racismo são automatizados e sofisticados sob o verniz da inovação digital.
ARAÚJO, Júlio; FAUSTINO, Deivison; LIPPOLD, Walter. Colonialismo digital: por uma crítica hacker-fanoniana. Disponível em:
Disponível em: htps://umbrasil.com/charges/%c=charge-03022018. Acesso em: 16 jul 2025
Considerando a charge e o texto anterior, é correto afirmar que entre eles se estabelece uma relação
- A contraditória, visto que utiliza a ironia para expressar um ponto de vista em oposição ao tema central do texto.
- B complementar, pois a charge funciona como um recurso visual que não apenas sintetiza, mas exemplifica o tema central do texto.
- C intertextual, haja vista o uso do mesmo tipo textual para abordar o assunto semelhante.
- D irônica, uma vez que, por meio da representação visual, utiliza-se a ironia para questionar o sentido do texto.
- E critica, dado que a charge reflete uma crítica social que enriquece a análise do assunto do texto.