Questão 16 Comentada - Prefeitura de Seara-2 - Professor de Ensino Religioso - AMAUC (2025)

Em diferentes circuitos culturais contemporâneos, observam-se: o uso da cruz ansata em joias de moda; a hamsá estampada em souvenires e design doméstico; o Om em tatuagens e marcas de yoga; a estrela de Davi em contextos identitários e políticos; mandalas budistas em material publicitário. À luz da antropologia da religião e da semiótica, qual alternativa interpreta o estatuto simbólico e as recomposições de sentido desses emblemas quando circulam entre esferas religiosas, comerciais e políticas?

  • A Mesmo em usos seculares, operam como símbolos dominantes: condensam significados heterogêneos e podem funcionar simultaneamente como ícones, índices e símbolos; sua eficácia depende de enquadramentos situados e de performances.
  • B Por serem necessariamente arbitrários, símbolos religiosos não podem assumir funções icônicas ou indexicais sem abandonarem sua religiosidade; toda mistura denota sincretismo ilegítimo.
  • C Tais emblemas, ao serem secularizados, perdem caráter simbólico e tornam-se apenas ícones decorativos, sem função indexical ou agência ritual.
  • D Como religião é um sistema essencialmente referencial, usos de moda/política rompem a relação símbolo-ethos e extinguem o significado religioso.
  • E A polissemia é aparente: a hierofania assegura um núcleo invariável que impede ressemantizações relevantes; mudanças contextuais seriam meras deturpações.