Tomografias, robôs e visualização em 3D dos corpos de mortos são cada vez mais usados durante autópsias em países como Suíça, Alemanha, Reino Unido e Brasil. O objetivo é incentivar e melhorar a qualidade do exame. Uma dessas iniciativas está na Universidade de Zurique, onde o médico Michael Thali trabalha há 16 anos no projeto Virtopsy, um conjunto de aparelhos que cria modelos 3D para investigar as causas do óbito. O objetivo é “olhar para corpos sem o bisturi, de uma maneira não-sangrenta”, diz Thali.
O método, diz Thali, continua o mesmo até hoje. Primeiro, um robô conhecido como “virtobot” escaneia a superfície do corpo e cria um modelo em 3D do cadáver. Depois, a tomografia e a ressonância mapeiam o interior e ajudam os médicos a escolher os melhores pontos para a retirada dos tecidos necessários à investigação laboratorial. A seguir, em nova ação, o “virtobot” faz a incisão no local escolhido. “Usamos aparelhos industriais e clínicos, com algumas modificações”, afirma Thali. De acordo com o médico, essa autópsia virtual é capaz de detectar de 60% a 80% das causas de morte. Os bons resultados levaram hospitais alemães a usar a técnica para investigar seus óbitos. São três instituições usando o método.
No Brasil, uma pesquisa busca entender os impactos das autópsias virtuais. Comandada por Paulo Saldiva, da Universidade de São Paulo (USP), e financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), o estudo, que começou em novembro de 2013, pretende submeter 1.000 cadáveres a três tipos de autópsias: a verbal, a convencional e a virtual. “Faremos a verbal [quando o médico aplica um questionário aos familiares] e a autópsia minimamente invasiva, que consiste de um exame tomográfico ou de ressonância nuclear magnética. Depois, compararemos com a convencional”, diz Saldiva.
Considerando o texto, assinale a alternativa correta.
- A Nas linhas 1 e 2, “Tomografias, robôs e visualização em 3D dos corpos de mortos” constituem um sujeito composto com três núcleos.
- B Na linha 6, “onde” poderia ser corretamente substituído por aonde sem prejuízo da estrutura e do significado do período.
- C Na linha 6, a estrutura “o médico Michael Thali trabalha há 16 anos” seria corretamente reescrita como o médico Michael Thali trabalha a 16 anos.
- D Estaria correta a inserção da vírgula imediatamente após o vocábulo “virtobot” na linha 12.
- E Na linha 16, o emprego do sinal indicativo de crase é facultativo.