Questão 1 Comentada - Prefeitura de Navegantes-2 - Professor de Língua Portuguesa - Instituto Access (2025)

O texto seguinte servirá de base para responder à questão abaixo.


Não olhe, eles estão te julgando


As pessoas não gostam de ver outras pessoas sozinhas. O garçom pergunta se a mesa é para um, a atendente confirma se é só um ingresso, e até em um bar alguém questiona o que uma mulher bonita faz sozinha, como se estar só fosse um convite para abordagens. Em lugares públicos, os olhares continuam esbarrando, e o celular vira escudo para amenizar o incômodo causado pelo olhar alheio.


Andar sozinha em uma grande cidade pode ser assustador, e talvez por isso surja a necessidade de buscar companhia. Lembro-me da primeira vez que fui ao cinema sozinha: comprei meu ingresso, esperei a sessão e me sentei com meu balde de pipoca, sem ninguém ao lado. Durante o filme, ria e chorava, sempre conferindo a cadeira vazia e olhando para trás, como se precisasse garantir que ninguém reparasse na minha solidão momentânea.


Quando o filme terminou, percebi que tudo bem não ter companhia às vezes. Estar sozinha não significa ser solitária, e reconhecer isso faz com que a gente valorize mais a própria presença. O alerta sempre vai existir — o medo de abordagens ou de olhares julgadores, mas nada disso deve impedir que você escolha a si mesma.


Texto Adaptado



OLIVEIRA, Gabrielle Abreu de. Não olhe, eles estão te julgando. In: Livros Abertos USP. São Paulo: Universidade de São Paulo.

Disponível em:

https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/downlo ad/730/648/2404?inline=1 . Acesso em: 12 nov. 2025.

O texto seguinte servirá de base para responder à questão abaixo.


Não olhe, eles estão te julgando


As pessoas não gostam de ver outras pessoas sozinhas. O garçom pergunta se a mesa é para um, a atendente confirma se é só um ingresso, e até em um bar alguém questiona o que uma mulher bonita faz sozinha, como se estar só fosse um convite para abordagens. Em lugares públicos, os olhares continuam esbarrando, e o celular vira escudo para amenizar o incômodo causado pelo olhar alheio.


Andar sozinha em uma grande cidade pode ser assustador, e talvez por isso surja a necessidade de buscar companhia. Lembro-me da primeira vez que fui ao cinema sozinha: comprei meu ingresso, esperei a sessão e me sentei com meu balde de pipoca, sem ninguém ao lado. Durante o filme, ria e chorava, sempre conferindo a cadeira vazia e olhando para trás, como se precisasse garantir que ninguém reparasse na minha solidão momentânea.


Quando o filme terminou, percebi que tudo bem não ter companhia às vezes. Estar sozinha não significa ser solitária, e reconhecer isso faz com que a gente valorize mais a própria presença. O alerta sempre vai existir — o medo de abordagens ou de olhares julgadores, mas nada disso deve impedir que você escolha a si mesma.


Texto Adaptado


OLIVEIRA, Gabrielle Abreu de. Não olhe, eles estão te julgando. In: Livros Abertos USP. São Paulo: Universidade de São Paulo.


Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/downlo ad/730/648/2404?inline=1 . Acesso em: 12 nov. 2025.




Com base nos princípios da regência verbal na norma culta da língua portuguesa, analise as proposições e assinale a alternativa que apresenta a interpretação correta da estrutura sintática e do uso do verbo "lembrar" no contexto no trecho "Lembro-me da primeira vez que fui ao cinema sozinha".

  • A O uso da forma pronominal "me" com o verbo "lembrar" é facultativo, uma vez que o complemento "da primeira vez que fui ao cinema sozinha" está introduzido por preposição, e, portanto, admite tanto a forma pronominal quanto a não pronominal.
  • B O emprego da forma "lembro-me" está incorreto no padrão culto da língua, pois o verbo "lembrar" só admite uso pronominal quando está conjugado com o sentido de advertência ou aviso, não quando indica rememoração pessoal.
  • C A ocorrência da preposição "de" antes do complemento está vinculada à transitividade indireta do verbo "lembrar", cuja forma pronominal exige, na norma culta, o uso do pronome oblíquo átono e a introdução do objeto com preposição.
  • D A construção apresentada viola a regência tradicional do verbo "lembrar", pois, ao ser usado com sentido de recordar, ele deveria ser transitivo direto e não pronominal, eliminando, nesse caso, tanto o pronome quanto a preposição.