Em um hospital público de médio porte, o técnico de enfermagem atua no centro de material e esterilização (CME) e na unidade de internação, alternando turnos conforme escala institucional. Em determinado plantão, é solicitado o reprocessamento rápido de materiais utilizados em procedimentos invasivos, com a justificativa de que "faltam instrumentais" e há demanda cirúrgica em andamento. A chefia administrativa sugere encurtar etapas de limpeza e secagem para agilizar a liberação, mantendo apenas a autoclavação. Considerando as normas de biossegurança, as etapas do processamento de produtos para saúde e as atribuições do técnico de enfermagem no serviço público, qual conduta está adequada?
- A Utilizar materiais esterilizados previamente em outro paciente em procedimento invasivo diferente, desde que aparentemente limpos, justificando a reutilização sem novo processamento como medida de economia ao serviço público.
- B Recusar a supressão de etapas críticas, realizar rigorosamente a limpeza, enxágue, secagem, inspeção e embalagem adequadas antes da esterilização em autoclave, seguir os parâmetros validados de tempo, temperatura e pressão, checar indicadores químicos e biológicos quando previstos, registrar todos os procedimentos realizados e comunicar formalmente à enfermeira responsável qualquer risco relacionado à falta de material, uma vez que a segurança do paciente e a integridade do processo são prioritárias.
- C Atender ao pedido da chefia administrativa, enviar imediatamente os materiais úmidos ou apenas enxaguados para a autoclave, desde que o ciclo seja completo, entendendo que a alta temperatura é suficiente para compensar falhas na etapa de limpeza e diminuir atrasos cirúrgicos.
- D Priorizar apenas a imersão rápida dos instrumentais em solução desinfetante de alto nível e liberá-los para uso subsequente em procedimentos invasivos, sem necessidade de ciclo completo de esterilização em autoclave, sob o argumento de que a desinfecção é "quase equivalente".