A Segunda Guerra Mundial contou com uma eficiente, próspera e importante participação da Marinha do Brasil, em particular, no teatro de operações marítimas do Oceano Atlântico. No livro “Guerra no mar: batalhas e campanhas navais que mudaram a história”, no capítulo intitulado “A Batalha do Atlântico. A luta pelo domínio dos mares durante a Segunda Guerra Mundial’, o historiador Francisco Carlos Teixeira da Silva demonstra que a Batalha do Atlântico não foi uma consequência natural dos eventos militares, mas o efeito de uma série de decisões estratégicas tensas vindas de Alemanha e Reino Unido. Diante de tal contexto histórico, assinale a alternativa correta.
- A Apos a derrota na Franca, as Forças Armadas britânicas, em particular a Royal Navy, continuaram lutando, mesmo que sozinhas, contra as Panzerdivisionen germânicas em solo europeu e, além disso, o Parlamento Real (Palácio de Westminster) elaborou um esboço de declaração de neutralidade em virtude do avanço da Operação Leão Marinho.
- B Entre junho de 1940 e fevereiro de 1941, quando os alemães ocuparam o litoral francês, os submarinos germânicos começaram a operar em larga escala no Atlântico ocidental, visando à rota do cabo, ao sul da África e a costa africana do Oeste. Começaram, ainda, as operações comuns cem os italianos, com a entrada de unidades de U-boots no mar Meditârraneo.
- C Nenhuma das duas nações citadas, entre 1939 e 1940, havia investido decisivamente na arma submarina, o que é surpreendente porque, naqueles anos, o submarino já possuía um raio de ação alongado e capacidade logística de operar na imensidão do oceano Atlântico sem necessidade de reabastecimento de víveres e insumos logísticos variados.
- D O Reino Unido, após a derrota na Batalha da França, ainda conseguiu forjar alianças com duas nações ao leste da Europa, a Grécia e a lugoslavia, mas seus poderes militar, aéreo e naval pouco acrescentaram ao esforço de guerra britaâico, apesar de os gregos terem aberto uma frente contra a ltália e a Turquia.
- E A entrega dos portos de Dakar (Senegal) e Cairo (Egito) pela França colaboracionista de Vichy para o comando naval alemão levou o Brasil e os EUA a assinarem um acordo de cooperação mútua de defesa antieixo porque o governo de Getúlio Vargas temia o estrangulamento do Atlântico na altura da “cintura” equatorial do oceano, em particular entre Fernando de Noronha e as ilhas de Cabo Verde.