O compositor Egberto Gismonti, em suas obras para violão, frequentemente utiliza métricas irregulares e polirritmias que desafiam a percepção rítmica tradicional. Em sua peça "Água e Vinho", observa-se uma sobreposição de padrões rítmicos: enquanto a melodia principal sugere um compasso de 7/8 (agrupado como 3+2+2), o acompanhamento mantém uma pulsação de 4/4. Esta complexidade polirrítmica, característica da música brasileira contemporânea, exige do intérprete uma compreensão aprofundada das relações métricas. Para um instrutor ensinar essa abordagem rítmica complexa, a metodologia eficaz seria:
- A Trabalhar separadamente cada camada rítmica e depois combinar gradualmente.
- B Utilizar metrônomo tradicional sem subdivisões.
- C Ensinar apenas através de imitação, sem explicações teóricas.
- D Focar na melodia, ignorando o acompanhamento.
- E Simplificar toda a métrica para 4/4 para facilitar o aprendizado.