Questão 3 Comentada - Prefeitura de Arabutã-2 - Auxiliar de Contabilidade - AMAUC (2025)

A segunda vida da saudade


A saudade é uma repescagem. Pela saudade, você descobre que ama alguém mais do que imaginava: é uma necessidade de companhia despertada pela solidão mais funda.


A saudade é um GPS do coração. Você se vê desorientado, longe de um destino, e percebe o valor de uma presença que completa o seu humor, acolhe seus defeitos e ilumina seus dias.


É uma lembrança a dois. Diferente da nostalgia, que é pessoal e intransferível, a saudade se partilha, sofre junto. A nostalgia é encerrada; a saudade é um sentimento em progresso.


Pela saudade, você revisa seus atos e reconhece suas limitações. Não é julgamento do outro, mas de si mesmo com o outro. Uma justiça emocional que tenta consertar omissões e faltas de gentileza.


Ela começa no medo para vencer o medo. Ensina coragem para defender sua autenticidade, enfrentando preconceitos e opiniões alheias. Fortalece vínculos, aponta quem merece permanecer.


A saudade não deixa ninguém para trás. Emparelha almas, sincroniza pensamentos. Consegue ser perdão e gratidão ao mesmo tempo.


É a memória, no período de escassez, de tudo o que foi bom. Um trailer do fim que não queremos assistir. Uma despedida dentro do encontro. Um adeus ensaiado que vira vínculo duradouro e definitivo.


Texto Adaptado


CARPINEJAR, Fabrício. A segunda vida da saudade. O Tempo, 26 set. 2025. Disponível em:

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2025/9/26/a-seg unda-vida-da-saudade . Acesso em: 26 out. 2025.




Analise os trecho a seguir:



"Uma justiça emocional que tenta consertar omissões e faltas de gentileza."



"Um trailer do fim que não queremos assistir."



A partir dos trechos, e considerando os fundamentos da gramática normativa e da sintaxe oracional da língua portuguesa, assinale a alternativa que apresenta a análise correta do "que" sublinhado em ambos os contextos.

  • A No primeiro trecho, o "que" é um conectivo subordinativo integrante, pois não há ideia de retomada, mas de introdução de complemento verbal. Já no segundo trecho, o "que" é pronome relativo objeto direto.
  • B Em ambos os contextos, o "que" funciona como sujeito do verbo seguinte e introduz uma oração subordinada substantiva subjetiva, motivo pelo qual não pode ser considerado um pronome relativo.
  • C No primeiro caso, o "que" introduz uma oração subordinada adjetiva explicativa, enquanto no segundo, o "que" é pronome interrogativo que antecipa uma oração subordinada objetiva direta.
  • D Em ambos os trechos, o termo "que" exerce função de sujeito da oração subordinada adjetiva que introduz, sendo classificado como pronome relativo e retoma o termo antecedente.
  • E Em ambos os casos, o "que" é classificado como pronome relativo, mas, enquanto no primeiro exerce função de sujeito da oração adjetiva, no segundo funciona como objeto direto do verbo "assistir".