Texto I:
Brasil registra menor número de nascimentos em quase 50 anos, diz IBGE
Quantidade de registros em 2023 caiu pelo quinto ano seguido
Ano a ano as brasileiras estão tendo menos filhos, o que fez com que o país registrasse o menor número de nascimentos em quase 50 anos. Em 2023, o país viu o número de nascimentos cair pelo quinto ano seguido. Foram 2,52 milhões de nascidos, uma redução de 0,7% na comparação com 2022.
A pesquisadora do IBGE Cintia Simões Agostinho acrescenta que a queda de nascimentos não é um fenômeno apenas do Brasil. “Em países desenvolvidos, países em desenvolvimento, é um fenômeno bastante conhecido”, pontua.
Idade das mães
O levantamento mostra que as mães brasileiras estão decidindo ter filhos com idade mais avançada. Em 2003, 20,9% dos nascidos foram gerados por mulheres de até 19 anos, percentual que caiu para 11,8% em 2023.
Já quando a mulher tem a partir de 30 anos, as proporções passaram de 23,9% para 39% no período. Especificamente entre mães com 40 anos ou mais, a marca dobrou, indo de 2,1% para 4,3%. Em 2023 foram 109 mil nascimentos de mães nessa faixa etária.
Quando se analisa por regiões, é possível perceber que o Norte e o Nordeste apresentam maior participação de mulheres de até 19 anos que tiveram filhos em 2023, 18,7% e 14,3%, respectivamente. No Sul, a marca foi de 8,8%.
Por outro lado, enquanto o Norte teve 29,3% dos nascidos de 2023 gerados por mães com 30 anos ou mais, esse patamar chegou a 42,9% no Sudeste.
Para a pesquisadora Klivia de Oliveira, a explicação para mulheres terem filhos mais jovens no Norte e no Nordeste tem a ver com questões culturais e situações de precariedade, como dificuldade a serviços de saúde para orientação de uso de métodos contraceptivos, além de falta de perspectiva.
“Mulheres menos favorecidas economicamente, com mais dificuldade, tendem a ter mais filhos”, observa.
Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/brasil/brasilregistra-menor-numero-de-nascimentos-em-quase-50- anos-diz-ibge/. Acesso em 11 jul. 2025 (adaptado).
Texto II:
Disponível em: https://blogdoaftm.com.br/charge-quedana-natalidade/. Acesso em 11 jul. 2025.
Ao comparar os textos I e II, observa-se que
- A o IBGE, enquanto fonte de dados, aparece de forma explícita neste e implícita naquele.
- B ambos dão voz ao feminino: pesquisadoras mulheres (I) e cegonhas (II) para balizar o discurso.
- C o texto I apresenta modo de produção gráfico e o II sonoro.
- D os dois textos dão enfoque à queda de natalidade que vem ocorrendo no Brasil.
- E no texto II, pode-se perceber um maior uso do sentido denotativo do que no I.