Ver o mundo com o olhar do outro
1 - Se o etnocentrismo pode, em certa medida, ser entendido como necessário para o reforço e legitimação das identidades dos diferentes grupos, pois alimenta no ser humano a crença no valor da própria cultura, por outro lado, ele pode, quando exacerbado, provocar resultados perigosos. Isto significa que no limite o etnocentrismo é aquela postura que, se levada às últimas consequências, provoca atitudes que deslegitimam e revogam o direito do outro à existência em sua diferença.
2 - Assim, ao longo de seu processo de construção enquanto ciência, a Antropologia vai paulatinamente saindo da visão etnocêntrica que orienta os diferentes grupos humanos. Para isso, nos propõe um esforço, e por que não dizer um desafio metodológico, no sentido de “abrir mão” das próprias crenças e abrir espaço para o entendimento do outro em sua própria lógica. Ou seja, o exercício que nos desafia enquanto observadores da cultura do “outro”, “exótico”, diferente, é especificamente “olhar o mundo com os olhos do nativo (indivíduo integrante da cultura que observamos)” como propunha Bronislaw Malinowski (1884-1942), um dos primeiros antropólogos a vivenciarem de perto a realidade cultural do “estranho”, já nas primeiras décadas do século passado. Este pesquisador de origem polonesa, radicado na Inglaterra, nos deixou como legado a possibilidade de exercitar a “ida ao outro”, ou seja, sair do próprio mundo cultural com todas as suas “maravilhas” e certezas e aventurar-se na vivência cotidiana da realidade cultural dos grupos pesquisados.
(Subsídios para o ensino de Sociologia nº 4. Jornal Mundo Jovem e Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da PUC/RS
Leia os segmentos a seguir:
I. “... necessário para o reforço e legitimação das identidades...” Eu reforço a ideia de que devemos nos colocar sempre no lugar do outro.
II. O aluno pediu que prova fosse revisada, mas o professor ratificou a nota. O aluno pediu que a prova fosse revisada e, após isso, o professor retificou a nota.
Tomando como base os pares destacados nos segmentos I e II, podemos afirmar que eles são, respectivamente, exemplos de
- A Homônimos homófonos / homônimos homógrafos.
- B Homônimos homófonos e parônimos.
- C Homônimos homógrafos e parônimos.
- D Homônimos perfeitos / parônimos.
- E Parônimos / homônimos homógrafos.