Um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2010) revelou que 36,2% da população brasileira declarou ter deficiência auditiva, sendo 1,3% na faixa etária de 0 a 14 anos. A incidência de deficiência auditiva em neonatos varia entre 1,5 a 5,95 por 1.000 nascimentos, e muitas dessas causas poderiam ser evitadas. De acordo com o estudo de Silva e Gonçalves (2013), a surdez infantil é considerada um problema de saúde pública devido à sua alta prevalência e às múltiplas consequências no desenvolvimento infantil, incluindo dificuldades na aquisição da linguagem e na escolarização.
Com base nessas informações e no processo de diagnóstico da surdez infantil, assinale a alternativa CORRETA.
- A A relação intersetorial entre saúde e educação no Brasil funciona de forma eficaz, garantindo acompanhamento adequado para todas as crianças diagnosticadas com surdez, independentemente de sua condição socioeconômica.
- B A Política Nacional de Atenção à Saúde Auditiva (PNASA), instituída em 2004, é amplamente implementada em todos os estados brasileiros, garantindo que todas as crianças com suspeita de deficiência auditiva recebam diagnóstico e tratamento sem atrasos.
- C A ausência de diagnóstico precoce não compromete significativamente o desenvolvimento da fala e da linguagem, pois a criança pode aprender a se comunicar de outras formas, sem impactos na inclusão escolar.
- D O diagnóstico precoce da deficiência auditiva é fundamental para minimizar impactos no desenvolvimento infantil, permitindo intervenções reabilitadoras adequadas desde os primeiros anos de vida.
- E O teste da orelhinha é um exame opcional, cuja realização depende unicamente da decisão dos pais, sem exigência de obrigatoriedade pelo sistema público de saúde.