Leia o texto para responder à questão:
Brasil tem analfabetos demais
Não bastasse o número de analfabetos funcionais ser alarmante (29%), o Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), coordenado pela Ação Educativa e pela consultoria Conhecimento Social, em parceria com Fundação Itaú, Fundação Roberto Marinho, Instituto Unibanco, Unesco e Unicef, também identificou que apenas um em cada quatro brasileiros entre 15 e 64 anos, ou 23% da população, tem nível considerado elevado de habilidade digital. Foi a primeira vez que o levantamento mediu o nível de alfabetização no contexto digital.
Atividades que parecem triviais para alguns, como fazer uma compra online, inscrever-se para um evento por meio de canais digitais ou procurar um filme em uma plataforma de streaming são desafiadoras para uma infinidade de brasileiros.
Além disso, fraudes contra os cidadãos expõem como é urgente ampliar o chamado letramento digital da população, já que a comunicação com prestadores de serviços e bancos, por exemplo, se dá cada vez mais por canais virtuais.
Faces da mesma moeda, o analfabetismo funcional e a falta de habilidades digitais dos brasileiros exigem que o País promova, ao mesmo tempo, educação básica de qualidade e aprimoramento daqueles que, mesmo alfabetizados em um mundo analógico, vivem às escuras no presente, que já é digital.
(Editorial. Em: https://www.estadao.com.br/, 07.05.2025. Adaptado)
No último parágrafo do texto, quando se diz que o analfabetismo funcional e a falta de habilidades digitais dos brasileiros são “faces da mesma moeda”, o objetivo é afirmar que
- A a solução para esses dois problemas se dá com dinheiro público.
- B a hierarquia entre os problemas é pouco evidente para as pessoas.
- C ambos designam aspectos opostos da realidade educacional do país.
- D ambos podem ser superados habilmente com recursos da tecnologia.
- E ambos representam diferentes facetas de um mesmo problema.