Leia o texto a seguir para responder à questão.
Pequenas coisas que os neurologistas
gostariam que você fizesse pelo seu cérebro
Pequenas mudanças na sua rotina diária podem contribuir muito para proteger o centro de controle do seu corpo e prevenir o declínio cognitivo ao longo do tempo. Na verdade, os cientistas acreditam que até 45% dos casos de demência poderiam ser adiados ou evitados com a ajuda de algumas mudanças simples – e às vezes surpreendentes – no comportamento.
Nunca é cedo ou tarde demais para começar, mas o tempo é essencial quando se trata de fortalecer as defesas do cérebro, especialmente porque geralmente é impossível reverter danos cerebrais depois que eles ocorrem, avisa Eva Feldman, professora de neurologia no Instituto de Neurociências da Universidade de Michigan.
Os neurologistas sabem que o exercício beneficia o cérebro ao aumentar o fluxo sanguíneo e levar oxigênio ao órgão. Mesmo uma pequena dose diária de exercício – como caminhar meio quilômetro – pode trazer esses benefícios.
Reduzir o tempo que você passa sentado ou inativo também pode oferecer algumas dessas vantagens, comenta Kevin Bickart, professor assistente de neurologia comportamental e esportiva na Universidade da Califórnia, Los Angeles. Ficar de pé ou caminhar a cada 20 minutos pode ajudar, assim como usar um assento que exija o uso dos músculos do core. “Evite cadeiras totalmente apoiadas”, recomenda ele. “Use bancos, caixas, bancos sem encosto ou sente-se no chão quando possível.”
Comer leguminosas, grãos integrais, frutas, verduras e legumes pode ajudar a controlar os níveis de colesterol, visto que o colesterol de baixa densidade (ou colesterol “ruim”) pode endurecer as artérias, restringindo o fluxo sanguíneo para o cérebro e aumentando o risco de derrame e declínio cognitivo. Manter um peso saudável, praticar exercícios aeróbicos regularmente e tomar medicamentos como estatinas também podem ser comportamentos eficazes, diz Testai.
A higiene bucal é essencial para prevenir infecções e doenças gengivais. Infecções orais podem se espalhar para os seios da face, o que pode desencadear coágulos ou problemas de drenagem no cérebro. Pesquisas também encontraram uma ligação entre doenças gengivais e demência.
Usar fio dental e escovar os dentes regularmente, além de visitar o dentista pelo menos uma vez por ano (ou duas), pode manter a saúde bucal e prevenir infecções que possam levar a problemas futuros.
Pesquisas sugerem que a exposição à poluição do ar está ligada ao declínio cognitivo. Os cientistas acreditam que partículas finas inaláveis podem causar mudanças químicas no cérebro.
Usar uma máscara N95 ou cirúrgica e utilizar filtros de ar internos em dias de baixa qualidade do ar pode minimizar a exposição.
(Mohana Ravindranath. Disponível em:
https://www.estadao.com.br/saude/10-pequenas-coisas-que-os-
-neurologistas-gostariam-que-voce-fizesse-pelo-seu-cerebro. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a expressão destacada exprime certeza sobre o que está sendo declarado.
- A … até 45% dos casos de demência poderiam ser adiados ou evitados… 1º parágrafo
- B … mudanças simples – e às vezes surpreendentes – no comportamento. 1º parágrafo
- C … geralmente é impossível reverter danos cerebrais depois que eles ocorrem… 2º parágrafo
- D Os neurologistas sabem que o exercício beneficia o cérebro… 3º parágrafo
- E … usar um assento que exija o uso dos músculos do core. 4º parágrafo