A cidade de Penedo (AL), às margens do rio São Francisco, apresenta condições ambientais propícias à ocorrência de algumas parasitoses humanas. A presença de áreas com saneamento básico precário e o contato direto da população com o rio favorecem a manutenção dos ciclos de parasitos, como os protozoários e os helmintos. Em uma pesquisa escolar, estudantes investigaram a ocorrência de parasitoses em ribeirinhos e elaboraram um esquema simplificado dos ciclos de dois parasitas:
Parasita A: ciclo heteroxênico (dois ou mais hospedeiros no ciclo de vida); o ser humano elimina ovos pelas fezes que eclodem na água e liberam larvas que infectam caramujos. Posteriormente, uma nova forma larval sai do caramujo e penetra ativamente pela pele humana.
Parasita B: ciclo monoxênico (único hospedeiro no ciclo de vida); cistos eliminados nas fezes contaminam a água e são ingeridos por novos hospedeiros, liberando formas ativas no intestino.
Assinale a alternativa que identifica corretamente os parasitas A e B, respectivamente, e justifica a relação de seus ciclos com a realidade socioambiental da região.
- A Ascaris lumbricoides e Schistosoma mansoni – ambos ocorrem em áreas com alta salinidade, comuns no baixo São Francisco.
- B Entamoeba histolytica e Taenia solium – ambos exigem dois hospedeiros e são transmitidos, exclusivamente, por carne contaminada.
- C Ascaris lumbricoides e Giardia duodenalis – o primeiro é transmitido por contato direto com água doce contaminada; o segundo, por ingestão de carne mal cozida.
- D Schistosoma mansoni e Entamoebahistolytica – ambos apresentam larvas infectantes que penetram pela pele, o que explica sua presença no rio São Francisco.
- E Schistosoma mansoni e Giardia duodenalis – o primeiro depende do caramujo Biomphalaria, comum no rio São Francisco; o segundo é transmitido por água contaminada, frequente onde há saneamento precário.