Questão 1 Comentada - Prefeitura Municipal de Passagem Franca do Piauí - Agente Administrativo - Instituto Legatus (2016)

Para criar filhos mais saudáveis e felizes

Imagem relacionada à questão do Questões Estratégicas

Na tentativade serem“bons pais”,muitos erramapesar dasboasintenções:investem emuma rotinacheia de compromissos escolares e extracurriculares para acriança, envolvem-se nas dificuldades dos filhos aponto de querer resolvê-las ou, ainda, deixam de cuidarde si com a justificativa de que é preciso cuidar do outro.Especialistas apontam atitudes que podem prejudicar odesenvolvimento de habilidades necessárias para umavida adulta mais feliz e autônoma


1. Permitir momentos de ócio e tédio. Escola, esporte, cursos extracurriculares. Muitascrianças têm agendas dignas de adultos muitoatarefados, com poucas horas livres ao longo do dia.Até mesmo nos fins de semana e férias, que não rarosão pré-programados com passeios e viagens. Efeitoda nossa cultura, que não vê com bons olhos “não ter oque fazer”. No entanto, estudos sugerem que seguirrotina cheia de compromissos desde cedo podeprejudicar a criança. Um deles, publicado na Frontiersof Psychology em 2014, relaciona a quantidade deatividades estruturadas, como aulas de futebol oudança, no dia a dia de crianças de 6 anos ao menordesenvolvimento de uma “função executivaautodirigida”. Basicamente, esse processo mental ajudaos pequenos a regular emoções e definir e atingir metaspor conta própria, além de ser associado a maiorestabilidade emocional e profissional na vida adulta. Oque os pais podem fazer então? “Deixe que seus filhoscaiam na monotonia e descubram algo para fazer porconta própria”, sugere o psicólogo Michael Ungar,codiretor do Centro de Pesquisa de Resiliência daUniversidade Dalhousie, em Nova Escócia. “O tédionum contexto hiperestimulado pode permitir exercer acriatividade e desenvolver a iniciativa, a persistência ea sensação de que podem influenciar o mundo”,explica.


2. Deixar que resolvam problemas. Não são poucos os pais excessivamente protetores,que se envolvem nas dificuldades cotidianas dos filhosalém da conta. A superproteção não favorece odesenvolvimento de habilidades que serão necessáriasna vida adulta, como autonomia e resiliência. Pesquisasno campo da autodeterminação relacionam a superproteção a níveis mais elevados de ansiedade edepressão, notas mais baixas na escola e menorsatisfação com a vida quando adultos. “Poucocomprometimento dos pais não é positivo. Mas oenvolvimento em demasia também não”, afirma apsicóloga do desenvolvimento Holly H. Schiffrin,professora associada da Universidade de MaryWashington, na Virginia. “Percebo esse comportamentoem sala de aula. Há pais que me procuram para ajustaro horário de aula dos filhos ou ligam para conversarsobre as notas deles. Costumo responder que ospróprios alunos podem marcar uma reunião comigopara discutir o assunto”, diz.


3. “Colocar a máscara de oxigênio primeiro”. Ainstrução dada antes das viagens de avião é uma boametáfora da parentalidade – é preciso cuidar de simesmo para poder cuidar bem de outra pessoa. Mãescom diagnóstico de depressão, por exemplo, são maispropensas a ignorar ou a exagerar comportamentosinadequados dos filhos, segundo um estudo longitudinalde dois anos publicado na Psychological Science.Pesquisadores da Universidade Estadual daPensilvânia constataram que adultos com TDAHtambém se tornam pais atenciosos depois de recebertratamento para o distúrbio. Todas as outras atividadescotidianas relacionadas com a saúde tambémimportam. Um estudo de 2015 sobre os dadosnacionais de saúde do Reino Unido sugere que o modode vida dos pais pode ser tão decisivo como a genéticana “transmissão” da obesidade. Outra evidência:crianças que participaram de uma pesquisa de 2014 daEscola de Economia e Ciências Políticas de Londres ecom pais biológicos com excesso de peso tinhamprobabilidade 27% maior do que outras de apresentarsobrepeso. Filhos adotados também demonstraramsusceptibilidade similar, de 21%. Seguindo essa linhade raciocínio, adotar uma dieta mais saudável e colocaratividades físicas na rotina vai além do autocuidado: éum gesto de amor por aqueles que dependem de nós.Um bom motivo para começar, não?


Esta matéria foi publicada originalmente na edição deabril de Mente e Cérebro, disponível na Loja

Segmento: http://bit.ly/1WusOOZ. Coletada nosite:http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/par a_criar_filhos_mais_saudaveis_e_felizes.html-

acesso28 de abril de 2016



Conforme o que se depreende a partir da leitura mais apurada do texto que os pais

  • A Ainda que bem intencionados, tomam algumas atitudes que podem impedir que seus filhos desenvolvam habilidades necessárias para uma vida adulta mais autônoma e plena.
  • B Atropelam a rotina dos seus filhos, numa tentativa de protegê-los das possíveis frustrações da vida.
  • C Não percebem que a melhor forma de se criarem filhos saudáveis e mais autônomos, preparados para enfrentar os desafios propostos é deixá-los terem momentos de liberdade e ócio.
  • D São levados pelas demandas sociais estereotipadas e pôr isso tornam os filhos dependentes deles próprios.
  • E Criam seus filhos não de acordo com suas próprias convicções, mas se deixam guiar por modelos de família de outros países e enchem seus filhos de atividades extras.