Por que a polinização está em risco e o que isso significa para a nossa comida?
A vida não seria como conhecemos sem as abelhas.
Elas são polinizadoras poderosas e fundamentais para o ciclo reprodutivo das plantas. Ao transportar o polén do órgão masculino para o feminino da flor, garantem a formação de frutos e sementes, e cerca de 75% do que é cultivado pela humanidade se beneficia desse serviço.
Segundo pesquisas, o trabalho de polinização é considerado um serviço ecossistêmico avaliado em cerca de R$ 50 bilhões por ano no Brasil.
Cultivos estratégicos para a economia nacional, como café, soja e laranja, dependem diretamente desse trabalho.
O grau de dependência varia entre as culturas. Algumas frutas simplesmente não existiriam sem a ajuda das abelhas, como maçã e melão. Nesses cultivos, produtores chegam a alugar colmeias para garantir a polinização.
No caso do maracujá, a abelha que poliniza a flor, a mamangava, é mais difícil de ser encontrada, e os produtores precisam realizar esse trabalho manualmente — alguns fazem até com a ponta dos dedos.
Além da quantidade, as abelhas influenciam também a qualidade da produção. Um estudo da Embrapa mostrou que a presença desses insetos em cafezais poderia elevar o faturamento do café arábica — a variedade mais cultivada no Brasil — em até R$ 22 bilhões por ano.
Fonte: G1 - adaptado.
Segundo o texto, alguns cultivos estratégicos para a economia nacional dependem diretamente do trabalho de polinização que as abelhas realizam. Esses cultivos estratégicos são, EXCETO:
- A Soja.
- B Laranja.
- C Maracujá.
- D Café.