Já nos anos de 1850, fazendeiros das áreas cafeeiras – alguns dos mais necessitados de mão de obra – tornaram-se interessados em promover a imigração e em substituir os escravos por imigrantes. As primeiras experiências falharam, e os fazendeiros de café recorreram ao tráfico de escravos interno. Mais tarde, quando as pressões abolicionistas aumentaram e leis contra o tráfico entre províncias foram promulgadas, os fazendeiros das áreas pioneiras buscaram na Itália os trabalhadores de que necessitavam.
(Emília Viotti da Costa. “Da escravidão ao trabalho livre”. In: Da Monarquia à República: momentos decisivos, 1999)
O excerto alude à
- A baixa produtividade da economia agrícola brasileira devido às crises periódicas no fornecimento da mão de obra.
- B transformação gradual do mercado de trabalho em um dos setores mais dinâmicos da economia agroexportadora brasileira.
- C manutenção do trabalho compulsório nas grandes unidades agrícolas brasileiras de economia de exportação.
- D decadência das áreas de produção agrícola dependentes do tráfico transatlântico de escravizados para o Brasil.
- E redução do número de trabalhadores na agricultura brasileira como consequência da mecanização dos processos produtivos.