Leia atentamente o poema O engenheiro, de João Cabral de Melo Neto, escritor brasileiro, para responder à questão.
O engenheiro
A luz, o sol, o ar livre
envolvem o sonho do engenheiro.
O engenheiro sonha coisas claras:
superfícies, tênis, um copo de água.
O lápis, o esquadro, o papel;
o desenho, o projeto, o número:
o engenheiro pensa o mundo justo,
mundo que nenhum véu encobre.
(Em certas tardes nós subíamos
ao edifício. A cidade diária,
como um jornal que todos liam,
ganhava um pulmão de cimento e vidro.)
A água, o vento, a claridade
de um lado o rio, no alto as nuvens,
situavam na natureza o edifício
crescendo de suas forças simples.
No verso “o engenheiro pensa o mundo justo, mundo que nenhum véu cobre”, o poeta:
- A Sugere que há muitas coisas ocultas no mundo.
- B Defende a subjetividade como forma de compreender o mundo.
- C Critica a racionalidade excessiva do engenheiro.
- D Enaltece a clareza e a transparência.