Questão 5 Comentada - Prefeitura de Jequitaí-2 - Almoxarife/Auxiliar de Docência/Fiscal Sanitário/Oficial Administrativo/Recepcionista - Prova FADENOR (2026)

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão que a ele se refere.


Texto 01


Ventania em São Paulo: ciclones 'devastadores' no Brasil são culpa das mudanças climáticas?


A passagem de um ciclone extratropical pelo sul do Brasil tem gerado chuvas intensas e vendavais pelo país, provocando estragos em diversas regiões, principalmente no Centro-Sul.

Três mortes foram registradas na cidade de Palhoça, em Santa Catarina, que nas últimas 24 horas registrou um acúmulo de chuva de 137 mm, de acordo com o MetSul.

Fortes ventos também atingem os Estados de Minas Gerais e São Paulo - situados em uma região ainda periférica em relação ao centro do ciclone.

Segundo a concessionária de energia Enel, 36% dos clientes da Região Metropolitana de São Paulo estavam sem energia por volta das 16h, somando mais de 2,3 milhões de pessoas com o abastecimento interrompido.

A Defesa Civil de São Paulo registra quedas de árvore, destelhamentos e alagamentos em diversos municípios. Ventos na Lapa, Zona Oeste da capital, chegaram a 98 km por hora.

Na capital, mais de 514 chamados para queda de árvores foram registrados até às 14h.

Meteorologistas consideram o ciclone de "altíssimo risco", com previsão de rajadas de vento que podem chegar a 120km/h.

Para climatologistas ouvidos pela BBC News Brasil, por mais que a ocorrência de ciclones seja comum no hemisfério sul, não há como negar o impacto das mudanças climáticas em eventos intensos como esse.

"Não é incomum ter um ciclone nesta época do ano, o que é incomum é a intensidade que estamos vendo. E os estudos indicam que esse cenário é uma tendência do aquecimento global", afirma o climatologista José Marengo, que coordena o Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden).

Nos últimos anos, diversos ciclones foram registrados no Brasil, muitos com chuvas intensas, rajadas de vento, principalmente na região sul.

O mais recente foi registrado em novembro, ocasionando a formação de um tornado que atingiu o Paraná e destruiu 90% da cidade de Rio Bonito do Iguaçu, no interior do estado.

Seis pessoas morreram e mais de mil moradores ficaram desalojados. Os ventos chegaram a 250km/h.

Segundo Franscisco Aquino, climatologista e professor da UFRGS, nem todo evento meteorológico é resultado das mudanças do clima, mas a frequência e a intensidade dos ciclones extratropicais aumentou nas últimas décadas no hemisfério sul.

Ele avalia que há uma relação direta entre os efeitos dessas mudanças, sobretudo na Antártica, e o aumento de ciclones que atingiram o Brasil desde setembro.

Aquino explica que, neste ano, a Antártica registrou baixa extensão de gelo marinho, tanto no verão quanto no inverno.

Essa redução de gelo coloca a oscilação Antártica em fase negativa, empurrando o cinturão de ciclones extratropicais para o sul do Brasil, o que explica essa sequência incomum de tempestades e eventos extremos.

"Como a atmosfera está mais quente, e o planeta segue em mudança climática, não tem como entender que não há uma combinação desses fatores, nesse caso reduzindo o gelo marinho, deixando a fase negativa no sul, e permitindo a formação de ciclones mais intensos", afirma.


Fonte: (https://www.bbc.com/portuguese/articles/cwyvldn2qzpo)


"A passagem de um ciclone extratropical pelo sul do Brasil tem gerado chuvas intensas e vendavais pelo país, provocando estragos em diversas regiões, principalmente no Centro-Sul."

O vocábulo 'Centro-Sul' está grafado corretamente com hífen, assim como os vocábulos a seguir, EXCETO:

  • A afro-luso-brasileiro e guarda-noturno.
  • B Arco-da-velha e andorinha-do-mar.
  • C Conta-gotas e manda-tudo.
  • D Erva-do-chá e contra-escrita.
  • E Mal-afortunado e sem-terra.