"Quem não se lembra de que, no Brasil dos anos 1970 e 1980, a assessoria de imprensa era rotulada como 'prostituição do jornalismo'".
Fonte: KUNSCH, M. M. K. Jornalismo e relações públicas: dos limites fronteiriços para uma ação integrada nas organizações. In: LOPES, B; VIEIRA, R. F. Jornalismo e relações públicas: ação e reação. Uma perspectiva conciliatória possível. Rio de Janeiro: Mauad, 2004.
O questionamento de Margarida M. K. Kunsch (2004, p. 12) aponta para o estigma histórico associado à atividade de assessoria de imprensa no Brasil. Com base nessa reflexão e na evolução do campo, assinale a alternativa correta:
- A O papel da assessoria de imprensa sempre foi amplamente respeitado no jornalismo brasileiro, sendo considerada uma extensão natural e ética da atividade jornalística.
- B O estigma histórico da assessoria de imprensa no Brasil deve-se à sua ligação exclusiva com a publicidade governamental e à ausência de qualquer formação técnica dos profissionais da área.
- C Segundo Kunsch, a solução para a crise de identidade da assessoria de imprensa é a sua substituição completa por ações de marketing institucional e publicidade legal.
- D A assessoria de imprensa foi historicamente vista com desconfiança por parte dos jornalistas tradicionais, mas consolidou-se como atividade legítima e estratégica, especialmente a partir da redemocratização e da valorização da comunicação institucional.
- E A crítica feita à assessoria de imprensa nos anos 1970 e 1980 baseava-se no excesso de autonomia dos assessores, os quais impunham pautas à imprensa com facilidade.