Questões de Assessoria de Comunicação no Jornalismo (Jornalismo)

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O assessor competente, de acordo com a Fenaj, facilita a relação entre o seu cliente e os veículos de comunicação, além de se responsabilizar por diversos produtos que justificam a sua importância na empresa. Entre esses produtos, está o que organiza a relação de assuntos divulgados, que interessam à instituição, indexada por veículo, título da matéria e página (quando impresso), programa e horário (se for TV ou rádio) e endereço eletrônico (no caso da internet).

O mencionado produto é denominado

  • A sinopse.
  • B súmulas.
  • C análise.
  • D boletins.
  • E clipping.

Leia o texto a seguir sobre os releases.

A manutenção de um bom relacionamento com os jornalistas é ajudada pelo envio de releases de boa qualidade. Textos encaminhados por assessores que conquistaram respeito são, certamente, mais bem examinados, e até telefonemas passam a ser bem-vindos. Inclusive pela farta circulação de releases, editores tendem a estabelecer critérios que chegam a impedir a publicação na forma como foram recebidos.
DUARTE, J (org.). Assessoria de Imprensa e Relacionamento Com A Mídia - Teoria e Técnica. São Paulo: Atlas, 2018, p. 284.

É desaconselhável a publicação de um release na íntegra, sem qualquer modificação, porque

  • A seu uso integral ocorre quando o release é distribuído sob embargo.
  • B seu texto apresenta normalmente características publicitárias, sem identificação das fontes prestadoras das informações.
  • C seu aproveitamento integral exige o pagamento ao assessor pelo uso do texto.
  • D suas informações refletem apenas uma parte da história, de acordo com a versão da empresa que as forneceu.
  • E seus conteúdos se caracterizam pela falta de veracidade das informações e pela inadequação do texto aos veículos jornalísticos.

No âmbito sindical, a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) publicou, em 1986, o primeiro Manual de Assessoria de Imprensa, considerado um marco na tentativa de regulamentação dessa atividade no Brasil. Sobre esse processo histórico e suas implicações profissionais, assinale a alternativa correta:

  • A O manual da FENAJ de 1986 definiu a assessoria de imprensa como um serviço especializado, privativo dos jornalistas, responsável pela administração do fluxo de informações entre fontes e veículos de comunicação.
  • B O documento de 1986 buscava oficializar a assessoria de imprensa como uma função subordinada à publicidade e propaganda, com foco na promoção institucional.
  • C Segundo a FENAJ, a assessoria de imprensa deveria priorizar exclusivamente os interesses do assessorado, mesmo que isso implicasse ocultar informações da imprensa em momentos de crise.
  • D O manual teve como principal objetivo substituir a atuação do jornalista nas redações por trabalhos mais estáveis nas assessorias, dada a precarização crescente das redações.
  • E O manual publicado pela FENAJ reconheceu a assessoria de imprensa como uma função compartilhada igualmente entre jornalistas, publicitários e relações-públicas, sem distinção de atribuições.

No contexto da assessoria de imprensa no setor público, é correto afirmar que:

  • A As ações da assessoria são pautadas pela lógica de marketing político e propaganda eleitoral, independentemente do período eleitoral.
  • B A assessoria atua exclusivamente na divulgação de campanhas publicitárias institucionais, sem responsabilidade sobre a relação com a imprensa.
  • C O trabalho da assessoria de imprensa no setor público deve priorizar a transparência, o interesse público e o acesso à informação.
  • D A assessoria deve produzir conteúdo estritamente favorável à administração, omitindo críticas ou dados negativos.
  • E O principal papel da assessoria é proteger a imagem do governante, mesmo que isso envolva restringir o acesso à informação pública.

"Quem não se lembra de que, no Brasil dos anos 1970 e 1980, a assessoria de imprensa era rotulada como 'prostituição do jornalismo'".
Fonte: KUNSCH, M. M. K. Jornalismo e relações públicas: dos limites fronteiriços para uma ação integrada nas organizações. In: LOPES, B; VIEIRA, R. F. Jornalismo e relações públicas: ação e reação. Uma perspectiva conciliatória possível. Rio de Janeiro: Mauad, 2004.
O questionamento de Margarida M. K. Kunsch (2004, p. 12) aponta para o estigma histórico associado à atividade de assessoria de imprensa no Brasil. Com base nessa reflexão e na evolução do campo, assinale a alternativa correta:

  • A O papel da assessoria de imprensa sempre foi amplamente respeitado no jornalismo brasileiro, sendo considerada uma extensão natural e ética da atividade jornalística.
  • B O estigma histórico da assessoria de imprensa no Brasil deve-se à sua ligação exclusiva com a publicidade governamental e à ausência de qualquer formação técnica dos profissionais da área.
  • C Segundo Kunsch, a solução para a crise de identidade da assessoria de imprensa é a sua substituição completa por ações de marketing institucional e publicidade legal.
  • D A assessoria de imprensa foi historicamente vista com desconfiança por parte dos jornalistas tradicionais, mas consolidou-se como atividade legítima e estratégica, especialmente a partir da redemocratização e da valorização da comunicação institucional.
  • E A crítica feita à assessoria de imprensa nos anos 1970 e 1980 baseava-se no excesso de autonomia dos assessores, os quais impunham pautas à imprensa com facilidade.