As mudanças nas formas da exploração feudal que sobrevieram ao fim da época medieval estiveram, é claro, muito longe de serem insignificantes. De fato, foram precisamente essas mudanças que alteraram as formas do Estado. Em essência, o absolutismo era apenas isto: um aparato de dominação feudal reimplantado e reforçado, concebido para reprimir as massas camponesas de volta a sua posição social tradicional [...].
(Perry Anderson. Linhagens do Estado absolutista. Grifos do autor)
Considerando o contexto abordado pelo fragmento, de acordo com o historiador Perry Anderson, o Estado absolutista
- A foi resultado de uma revolução burguesa, em uma sociedade que ainda se mantinha feudal em suas bases, com o enfraquecimento da economia rural.
- B representou uma nova forma para a manutenção da mesma classe dominante da época medieval – a aristocracia proprietária de terras.
- C significou uma mudança profunda na classe social que tomou o poder, desbancando o poder político da nobreza rural e do alto clero.
- D atuou na intermediação entre a burguesia comercial e a aristocracia rural, buscando favorecer os interesses políticos e econômicos da primeira.
- E originou-se de um reagrupamento feudal contra a burguesia comercial e mercantil, que ascendia graças a uma série de avanços técnicos.