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Texto 1
Um conhecido navio escravagista, o norte-americano Camargo, foi um dos últimos a trazer ilegalmente africanos escravizados para o Brasil. Após 170 anos de seu naufrágio, o Camargo está sendo buscado a partir de um projeto de pesquisa que envolve arqueólogos, historiadores e quilombolas.
Em dezembro de 1852, a correspondência do ministro dos Negócios da Justiça do então Império do Brasil revelava que o brigue Camargo havia afundado em Angra dos Reis (RJ). Desde 1850, o tráfico havia sido, mais uma vez, proibido no Brasil, mas, no litoral sul fluminense, os senhores do negócio e de escravizados continuaram tentando burlar a lei.
Segundo autoridades do governo imperial, Camargo era comandado pelo norte-americano Nathaniel Gordon e conseguiu trazer aproximadamente 500 africanos escravizados vindos de Quelimane e Moçambique. Os africanos escravizados teriam desembarcado próximo à foz do rio Bracuí, na fazenda Santa Rita, em frente às águas de Angra dos Reis, suficientemente distantes do Rio de Janeiro para as atividades ilegais e estrategicamente próximas das plantações de café do vale do Paraíba paulista e fluminense.
Para fugir das autoridades brasileiras, Gordon teria incendiado o navio escravagista e a tripulação, quase totalmente estrangeira (dois norte-americanos, um espanhol e outro inglês), teria procurado fugir, chegando ao porto de Santos ou de Paranaguá.
Disponível em: <https://cienciahoje.org.br/artigo/um-navio-escravagista-emangra-dos-reis/>. Acesso em: 6 jun. 2025. [Adaptado].
A indicação do tempo futuro do pretérito composto do modo indicativo, nas formas verbais “teria incendiado” e “teria procurado” (último parágrafo), revela que, para o enunciador, existe
- A uma condição para essas ações terem ocorrido.
- B a certeza de que essas ações de fato ocorreram.
- C uma hipótese de que essas ações ocorreram.
- D a vontade de que essas ações tenham ocorrido.