Texto para a questão.
TEXTO 2
Vi hoje em uma TV que o narcotráfico comprou um pelotão inteiro das forças armadas no México. Imagina só no Equador. Mas não se espante. O pior não é o narco comprar militar, mas sim juízes ou desembargadores. Como acontece na América Latina. Hoje foi solto um perigosíssimo líder do PCC, que foi preso na Bolívia e trazido ao Brasil. Não ficou preso 24 horas. E, no Rio, a milícia suborna a prefeitura em quinhentos mil reais para liberar alvará de construção. Portanto. Não falem do Equador.
Fragmento adaptado de comentário de leitor, publicado no Painel do Leitor da Folha de S.Paulo. Título da matéria: "Pior do que pagar impostos é assistir tanta corrupção com tamanha impunidade, diz assinante". Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/paineldoleitor/2024/01/pior do-que-pagar-impostos-e-assistir-tanta-corrupcao-com-tamanha impunidade-diz-assinante.shtml.
Observe o trecho: "O pior não é o narco comprar militar, mas sim juízes ou desembargadores. Como acontece na América Latina."
Sobre a concordância e a coesão textual no TEXTO 2, assinale a alternativa INCORRETA:
- A O uso da conjunção adversativa "mas" (“mas sim juízes ou desembargadores”) estabelece uma correção ou retificação do que foi dito anteriormente, reforçando a gravidade da corrupção no Judiciário.
- B A expressão "Como acontece na América Latina" é uma oração subordinada adverbial comparativa, ao estabelecer uma relação de semelhança entre a situação brasileira e a do continente.
- C O verbo "acontece" está no singular, concordando com a oração toda - "o pior não é o narco comprar militar, mas sim juízes ou desembargadores" -, que funciona como sujeito desse verbo.
- D A forma verbal "foi solto" (“Hoje foi solto um perigosíssimo líder do PCC”) está na voz passiva analítica, e o sujeito ("um perigosíssimo líder do PCC") faz com que a forma verbal concorde com ele.