Texto 1
No Brasil, algumas pessoas e grupos sociais que dominam a norma-padrão da língua consideram todas as outras variantes linguísticas como formas impuras e corrompidas de nosso idioma. Veja, por exemplo, o ponto de vista de Arnaldo Niskier, presidente da Academia Brasileira de Letras:
[…] pode-se registrar o fato, facilmente comprovável, de que nunca se escreveu e falou tão mal o idioma de Ruy Barbosa. […] A classe dita culta mostra-se displicente em relação à língua nacional e, assim, a indigência vocabular tomou conta da juventude e dos não tão jovens assim, quase como que aqueles se orgulhassem de sua própria ignorância e estes quisessem voltar atrás no tempo.
(Folha de São Paulo)
Texto 2
[…] não há Português certo ou errado: todas as variedades são igualmente eficazes em termos comunicacionais nas situações em que são de uso esperado e apropriado. O que há na verdade são modalidades de prestígio e modalidades desprestigiadas em função do grupo social que as utiliza.
(Luiz Carlos Travaglia)
De acordo com o uso dos pronomes demonstrativos “estes” e “aqueles” no texto 1, assinale a alternativa correta.
- A “estes” aproxima-se do idioma de Ruy Barbosa e “aqueles”, da língua culta.
- B “aqueles” diz respeito aos não tão jovens e “estes” aos jovens, ambos com variedades ditas cultas.
- C “aqueles” refere-se aos jovens que se orgulham da própria ignorância e “estes” aos não tão jovens assim que talvez quisessem retroceder no tempo.
- D “aqueles” aponta os que usam a língua como modalidade prestigiada e “estes” os que buscam se comunicar de forma correta dentro de um padrão a seguir.
- E “estes” e “aqueles” colaboram para mostrar que os adultos também não usam corretamente a norma-padrão da linguagem.