As afinidades entre as ideologias dominantes nas extremidades oriental e ocidental do Eixo são deveras fortes.
[...].
Contudo, o fascismo europeu não podia ser reduzido a um feudalismo oriental com uma missão imperial nacional.
Em suma, apesar das semelhanças com o nacional-socialismo alemão (as afinidades com a Itália eram menores), o Japão não era fascista.
(Eric Hobsbawm. Era dos extremos: O breve século XX: 1914 – 1991)
Entre as diferenças identificadas pelo autor, que fundamentam o exposto no excerto, está o fato de que, no Japão,
- A foram mantidas as estruturas feudais de organização econômica, que impediam o desenvolvimento do capitalismo industrializado.
- B não ocorria a propagação de convicções e ideologias que pregavam superioridade e pureza racial, para legitimar ações militares.
- C prevalecia um regime monárquico com liberdades civis para a organização de partidos políticos, muitos dos quais ligados a movimentos de esquerda.
- D não houve uma mobilização de massas, por meio da emergência de líderes autodesignados, com fins anunciados como revolucionários.
- E não existia um poder político suficientemente centralizado, como já era na Alemanha, em razão do poder local e regionalizado dos xogunatos.