Prova da Câmara de São João da Boa Vista-2 - Analista Legislativo - IPEFAE (2025) - Questões Comentadas

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A crônica apresenta uma reflexão sobre a desigualdade social e a ineficácia da caridade individual diante de problemas estruturais. A partir da leitura e compreensão do texto, assinale a alternativa que melhor expressa a tese central defendida pelo narrador-personagem.

  • A O desconforto do narrador é causado unicamente pelo frio da noite, que o impede de dormir, e pela lembrança da criança.
  • B A solução para a miséria da criança e de sua mãe reside na distribuição de esmolas e cobertores, como formas imediatas de auxílio.
  • C O contraste entre o "edredom macio" do narrador e a situação da criança sob o viaduto serve para ilustrar o incômodo da sociedade perante a pobreza.
  • D A crítica principal do texto se dirige à insuficiência da caridade, defendendo que a verdadeira necessidade dos desvalidos é a implementação de políticas de justiça social.

No trecho "A noite sombria e gelada, ao invés de embalar, me rouba o sono", as regências verbal e nominal são cruciais para a coesão e a correção. Analise as proposições a seguir, relativas a aspectos gramaticais do TEXTO 1:

I. O termo "ao invés de" poderia ser substituído por "em vez de" sem alteração de sentido no contexto, pois ambas expressam a ideia de continuidade ou substituição.

II. A omissão do pronome oblíquo átono "me" (“me rouba o sono”) configuraria uma possibilidade de uso, pois o verbo “roubar" não necessita de complemento.

III. No trecho "Vem-me à memória a criança imunda", o acento grave indicativo de crase em "à memória" é obrigatório, pois o verbo "vir" (no sentido de "ocorrer") exige a preposição "a", e o substantivo "memória" aceita o artigo definido feminino "a".

Está correto o que se afirma em:

  • A I, apenas.
  • B III, apenas.
  • C I e II, apenas.
  • D II e III, apenas.

O Texto 2, um comentário de leitor, estabelece uma progressão argumentativa que culmina em uma conclusão enfática. Qual das alternativas a seguir resume corretamente a principal preocupação e a conclusão do autor do comentário?

  • A O autor está preocupado com a atuação do narcotráfico no México e no Equador, sugerindo que o Brasil deve se precaver contra a compra de militares.
  • B A principal preocupação é a soltura de um líder do PCC, o que demonstra a fragilidade do sistema prisional brasileiro em comparação com o boliviano.
  • C O texto utiliza exemplos de corrupção em diferentes esferas (militar, judiciária e administrativa) para concluir que a corrupção interna no Brasil é mais grave e sistêmica do que a crise em países vizinhos.
  • D O foco do argumento é a milícia do Rio de Janeiro, que, ao subornar a prefeitura, demonstra a ineficácia da fiscalização municipal.

Observe o trecho: "O pior não é o narco comprar militar, mas sim juízes ou desembargadores. Como acontece na América Latina."

Sobre a concordância e a coesão textual no TEXTO 2, assinale a alternativa INCORRETA:

  • A O uso da conjunção adversativa "mas" (“mas sim juízes ou desembargadores”) estabelece uma correção ou retificação do que foi dito anteriormente, reforçando a gravidade da corrupção no Judiciário.
  • B A expressão "Como acontece na América Latina" é uma oração subordinada adverbial comparativa, ao estabelecer uma relação de semelhança entre a situação brasileira e a do continente.
  • C O verbo "acontece" está no singular, concordando com a oração toda - "o pior não é o narco comprar militar, mas sim juízes ou desembargadores" -, que funciona como sujeito desse verbo.
  • D A forma verbal "foi solto" (“Hoje foi solto um perigosíssimo líder do PCC”) está na voz passiva analítica, e o sujeito ("um perigosíssimo líder do PCC") faz com que a forma verbal concorde com ele.

TEXTO 2

Vi hoje em uma TV que o narcotráfico comprou um pelotão inteiro das forças armadas no México. Imagina só no Equador. Mas não se espante. O pior não é o narco comprar militar, mas sim juízes ou desembargadores. Como acontece na América Latina. Hoje foi solto um perigosíssimo líder do PCC, que foi preso na Bolívia e trazido ao Brasil. Não ficou preso 24 horas. E, no Rio, a milícia suborna a prefeitura em quinhentos mil reais para liberar alvará de construção. Portanto. Não falem do Equador.
Fragmento adaptado de comentário de leitor, publicado no Painel do Leitor da Folha de S.Paulo. Título da matéria: "Pior do que pagar impostos é assistir tanta corrupção com tamanha impunidade, diz assinante". Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/paineldoleitor/2024/01/piordo-que-pagar-impostos-e-assistir-tanta-corrupcao-com-tamanhaimpunidade-diz-assinante.shtml.






Considerando a norma-padrão da Língua Portuguesa, analise as afirmações nos TEXTOS 1 e 2:



I. No TEXTO 1, as vírgulas antes de “ao invés” e após "embalar" (" (...), ao invés de embalar, me rouba o sono")) são obrigatórias, pois isolam uma oração com valor de aposto.



II. No TEXTO 2, a palavra "milícia" (“E, no Rio, a milícia suborna a prefeitura”) é um substantivo e exerce a função sintática de sujeito.



III. No TEXTO 1, a vírgula após "fora" é facultativa, pois separa o sujeito ("Um vento frio que advém de fora") do seu predicado ("vaza a fresta da janela de onde adentra uma réstia de um poste vizinho").



Está correto o que se afirma em:


  • A I, apenas.
  • B II, apenas.
  • C I e II, apenas.
  • D II e III, apenas.