Prova do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (IAMSPE) - Residência Médica Pré-Requisito Programa de Infectologia Hospitalar - Avança SP (2025) - Questões Comentadas

Limpar Busca

Em um domicílio com caso suspeito de doença meningocócica confirmado no serviço de urgência, a equipe de vigilância organiza o bloqueio de contatos ainda no mesmo dia. Considerando o risco aumentado de casos secundários nas primeiras horas após o início do quadro, indique a medida de quimioprofilaxia prioritária e o momento adequado de administração para contatos próximos:

  • A Azitromicina por 24 h, iniciada após 72 h da exposição.
  • B Cefalexina por 5 dias, iniciada quando sair o resultado do PCR.
  • C Rifampicina em dose adequada, iniciada preferencialmente até 48 h da exposição.
  • D Amoxicilina por 7 dias, iniciada após o término da internação do caso.
  • E Doxiciclina em dose única, iniciada apenas se houver sorologia positiva.

Em unidade básica, uma lactente de 4 meses chega com tosse persistente e episódios de vômitos pós-tosse. Diante de suspeita clínica e necessidade de notificação e manejo oportuno, identifique a definição de caso suspeito de coqueluche para menores de 6 meses:

  • A Tosse por qualquer período, com febre alta e estridor laríngeo.
  • B Tosse por 7 dias, com pneumonia radiológica e leucocitose.
  • C Tosse por 21 dias, com coriza e congestão nasal.
  • D Tosse seca por 14 dias, com conjuntivite purulenta.
  • E Tosse de qualquer tipo há ≥10 dias, associada a paroxismos, guincho inspiratório, vômitos póstosse, cianose, apneia ou engasgo.

Em investigação de exantema agudo, um adulto jovem apresenta febre alta, tosse seca inicial, coriza, conjuntivite não purulenta e exantema maculopapular de progressão cefalocaudal. Assinale a alternativa que melhor caracteriza o quadro clínico descrito:

  • A Exantema rubeliforme com linfadenopatia occipital e ausência de febre.
  • B Sarampo com febre alta, exantema maculopapular morbiliforme cefalocaudal e conjuntivite, podendo haver manchas de Koplik.
  • C Escarlatina com exantema áspero e linha de Pastia, sem sintomas respiratórios.
  • D Varicela com vesículas em diferentes estágios e prurido intenso, sem conjuntivite.
  • E Dengue com exantema morbiliforme e mialgia intensa sem sintomas respiratórios.

Na vigilância da coqueluche, a definição de um caso suspeito é fundamental. Conforme as diretrizes, considera-se suspeito o indivíduo que, independente da idade e estado vacinal, apresentar tosse há 10 dias ou mais, associada a um ou mais dos seguintes sintomas:

  • A Tosse paroxística, guincho inspiratório ou vômitos pós-tosse.
  • B Febre alta, coriza e vômitos pós-tosse.
  • C Guincho inspiratório, febre alta e dispneia.
  • D Tosse produtiva por 7 dias, associada a febre e guincho inspiratório.
  • E Tosse paroxística, associada a febre e mialgia.

Para a confirmação de um caso de coqueluche, o critério laboratorial específico é:

  • A A detecção de anticorpos IgM em amostra de soro colhida na fase aguda da doença.
  • B O isolamento de Bordetella pertussis em hemocultura ou a detecção de antígenos urinários.
  • C A sorologia com aumento de quatro vezes no título de anticorpos entre amostras pareadas.
  • D O isolamento de Bordetella pertussis pela cultura de secreção nasofaríngea ou a detecção do DNA pela PCR.
  • E A presença de leucocitose com linfocitose absoluta no hemograma.