Questões de Setor Público (Economia)

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Em um modelo keynesiano simples, representado por Y = C + I + G, em que Y representa a renda, C, o consumo, I, o investimento e G, o gasto do governo, considere C = a + b (Y − T), em que a representa o consumo autônomo, b, a propensão marginal a consumir e T, os impostos, sendo T = T0 + tY, em que t é a alíquota de imposto sobre a renda e T0, a parcela autônoma dos impostos. Nessas circunstâncias, caso ocorra um aumento dos gastos do governo igual a ΔG, a variação na parcela autônoma nos impostos (ΔT0) necessária para anular o efeito desse aumento dos gastos do governo sobre a renda será

  • A b × ΔG.
  • B t × ΔG.
  • C ΔG/t.
  • D ΔG/b.
  • E ΔG.

O Programa Bolsa Família (PBF) e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) são os dois maiores programas de transferência de renda do Brasil.
Considerando-se a estrutura e o desenho dos programas, é correto afirmar que:

  • A ambos possuem a mesma focalização e escopo;
  • B ambos possuem condicionalidades que potencializam os benefícios da transferência de renda;
  • C ambos visam a diminuir desigualdades sociais e oferecer alívio à pobreza via aumento geral da renda familiar;
  • D as transferências de renda vinculadas ao salário mínimo são mais eficazes e apresentam resultados melhores que políticas assistencialistas;
  • E por ter grau de focalização maior, o BPC é mais eficiente na alocação de recursos e alcança mais diretamente a população pobre do que o PBF.

Na teoria econômica, a distinção entre bens públicos, privados, comuns e de clube é central para compreender as falhas de mercado e a justificativa para a ação estatal.
Considerando as propriedades de exclusividade e rivalidade no consumo, a alternativa que expressa corretamente uma implicação econômica dos bens públicos puros é a seguinte:

  • A a ausência de exclusão no acesso a bens públicos decorre de seu baixo valor econômico, o que dispensa incentivos à provisão pública;
  • B os bens públicos, por não apresentarem rivalidade, tendem a gerar consumo excessivo, sendo mais bem providos por mecanismos de preço fixados pelo próprio mercado;
  • C bens públicos são, por definição, bens patrimoniais indisponíveis, sendo, portanto, classificados como ativos permanentes de titularidade estatal;
  • D a existência de externalidades positivas nos bens públicos implica sua comercialização eficiente por firmas privadas com contratos de desempenho ajustáveis;
  • E a coexistência de consumo não rival e acesso não excludente compromete a precificação eficiente por agentes privados, favorecendo a intervenção estatal por meio de provisão direta ou mecanismos coletivos de financiamento.

Considerando a teoria keynesiana sobre a política fiscal, está correto o que se afirma em:

  • A O aumento dos gastos do governo incentiva a demanda agregada em situações de hiato do produto.
  • B A redução do gasto público e o aumento dos impostos são instrumentos de política fiscal expansionista.
  • C A política fiscal não é capaz de afetar o consumo das famílias porque esse depende exclusivamente da renda proveniente do setor privado.
  • D O aumento dos gastos públicos não tem efeito sobre o produto devido ao efeito crowding-out total.

Em relação aos papéis do governo na economia, avalie as afirmativas a seguir e assinale (V) para verdadeira e (F) para falsa.

( ) O papel alocativo do governo refere-se à sua função de corrigir falhas de mercado, como externalidades e bens públicos, alocando recursos de forma mais eficiente.
( ) A função estabilizadora do governo envolve a promoção da equidade por meio de políticas de redistribuição de renda.
( ) O papel distributivo do governo está associado à busca por estabilidade macroeconômica, incluindo o controle da inflação e do desemprego.

As afirmativas são, respectivamente,

  • A V – V – V.
  • B V – F – F.
  • C V – F – V.
  • D F – V – V.
  • E F – F – F.