Questões de Saúde Coletiva (Psicologia)

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A efetividade das políticas públicas de proteção social depende da capacidade de articulação entre os diferentes setores que compõem a rede de serviços, como saúde, assistência social, educação e justiça. A intersetorialidade é a estratégia que permite uma abordagem integral aos problemas complexos. Acerca do assunto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas:


(__)A articulação intersetorial entre a Saúde e o Sistema de Garantia de Direitos se materializa, por exemplo, na obrigação legal que o profissional de saúde tem de notificar ao Conselho Tutelar os casos de suspeita ou confirmação de maus-tratos contra crianças e adolescentes.


(__)O Programa Saúde na Escola (PSE) é um exemplo de política intersetorial, pois prevê o planejamento e a execução de ações conjuntas entre as equipes das Unidades Básicas de Saúde e os profissionais das escolas públicas.


(__)O princípio da intersetorialidade pressupõe que, para evitar a fragmentação do cuidado, cada serviço (saúde, educação ou assistência) deve desenvolver competências para resolver sozinho todas as demandas de uma família, tornando-se autossuficiente.


(__)A articulação entre os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS/CREAS) e os serviços da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) é fundamental para o cuidado de famílias em que a vulnerabilidade social e o sofrimento psíquico estão interligados.


Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:

  • A V − F − F − F.
  • B F − F − V − V.
  • C V − V − F − V.
  • D V − V − V − V.

Conforme descrito pelas Nações Unidas para a Redução de Riscos de Desastres (UNISDR, 2009), “a capacidade de um sistema, comunidade ou sociedade, exposto a riscos de resistir, absorver, adaptar-se e recuperar-se dos efeitos de um perigo de maneira tempestiva e eficiente, através, por exemplo, da preservação e restauração de suas estruturas básicas e funções essenciais” chama-se:

  • A força
  • B resiliência
  • C resistência
  • D recuperação

Na conferência intitulada “Crise da medicina ou crise da antimedicina”, realizada no Brasil por Michel Foucault em 1974, o autor enfatizou que a perspectiva do direito à saúde surgiu num contexto em que a noção de Estado à serviço do indivíduo em boa saúde foi substituída pela noção de indivíduo em boa saúde à serviço do Estado.

Considerando a visão crítica do autor, um aspecto da atuação da psicologia na saúde coletiva é

  • A questionar o uso da psicologia para instrumentalizar o controle do individual e do coletivo.
  • B articular a psicologia a outros saberes da saúde para fomentar a distinção entre o normal e o anormal.
  • C contribuir para o cuidado do corpo, entendendo que o acesso a direitos é indissociável do cumprimento de deveres.
  • D denunciar a cientificidade e a eficácia da medicina moderna, uma vez que a psicologia converteu-se em antimedicina.
  • E fundamentar o papel das ciências humanas e sociais para normalizar o cuidado no campo da saúde.

Paula Benedita é psicóloga concursada de um pequeno município do interior que foi fortemente castigado por intensas chuvas e enchentes. Psicólogos, médicos e enfermeiros da Prefeitura foram chamados para atuar no atendimento das famílias afetadas.
Diante da situação hipotética, o profissional

  • A deve recusar a convocação pois trabalha com psicologia escolar na Secretaria de Educação da Prefeitura.
  • B deve prestar o serviço profissional nessa situação de calamidade pública.
  • C deve esperar pela convocação do Conselho de Psicologia Regional para atuar na emergência.
  • D precisa se capacitar primeiro para atender dinâmicas que envolvam catástrofes e emergências.
  • E pode atender à convocação desde que o serviço conte horas extras de trabalho.

Os saberes médicos ocupam uma posição hegemônica no campo de drogas contemporâneo, influenciando políticas públicas e ofertas assistenciais e preventivas da dependência de substâncias psicoativas.
Com relação à influência dos saberes médicos nessa área, é correto afirmar, de uma forma crítica, que

  • A fundamentam uma perspectiva questionadora quanto à normatização dos comportamentos dos usuários.
  • B são amparados no conhecimento do sistema neurológico e da genética e defendem a autonomia dos usuários.
  • C compõem a articulação de três formações discursivas, sendo elas a medicalização, a criminalização e a moralização dos usuários.
  • D compreendem a dependência de drogas como um problema de personalidade, sendo consenso a defesa da redução de danos.
  • E consideram que o uso compulsivo de drogas tem a função de redefinir a representação do corpo na dinâmica psíquica, valorizando as psicoterapias.