Eric Hobsbawm pode ser considerado o pensador contemporâneo que mais teria contribuído para a compreensão dos conceitos de Nação, de Nacionalidade e de Nacionalismo. Ele alerta para os riscos que se comete quando se reduz demais os critérios que se deve levar em consideração ao se tratar do tema, como atesta nesse fragmento Hobsbawm (1998: 14 e 15):
As tentativas de se estabelecerem critérios objetivos sobre a existência de nacionalidade, ou de explicar por que certos grupos se tornaram ‘nações’ e outros não, frequentemente foram feitas com base em critérios simples como a língua ou a etnia ou em uma combinação de critérios como a língua, o território comum, a história comum, os traços culturais comuns e outros mais. (...) Todas as definições objetivas falharam pela óbvia razão de que (...) sempre é possível descobrir exceções. (...) os critérios usados para esse objetivo são em si mesmos ambíguos, mutáveis, opacos (...)”.
(HOBSBAWM, Eric. Nações e Nacionalismo desde 1780. Paz e Terra. São Paulo. 1998.)
Pode-se concluir acerca dos estudos de Hobsbawm sobre o tema, pegando o caso da formação do Estado Nacional italiano, que:
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A nessa Itália que se formava, com sua burguesia ávida pela consolidação de seus interesses econômicos internos e externos, sua elite mais instruída, que constituía a maioria da população da Península, buscava uma unidade através da língua italiana
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B o “Risorgimento”, conhecido como o processo histórico italiano transcorrido entre a realização do Congresso de Viena (1815-16) e a consolidação de sua unificação em 1870, desde o início do século XIX havia conseguido se libertar do controle internacional
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C a Unificação italiana teve inicio após a realização do Congresso de Viena (1814 -1815), período em que foram formados três poderosos reinos em toda a Península italiana, e Roma, sob domínio do papa, foi quem liderou o processo de Unificação italiana
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D após a proclamação do Reino da Itália, em 1861, ocorreu a unidade política da maior parte das regiões da Península pela primeira vez e, com a anexação de Roma, então capital dos Estados Pontifícios, ocorrida em setembro de 1870, foi concluído o processo de Unificação