Questões de Objetividade e Imparcialidade (Jornalismo)

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Os Princípios Internacionais da Ética no Jornalismo foram aprovados na 4a Reunião Consultiva de Organizações Nacionais e Regionais de Jornalistas, que aconteceu em 1983, em Praga e Paris. Foi aprovado um decálogo de princípios. Consta, em um desses dez princípios, que

  • A a comunicação jornalística é a técnica de criar opinião pública favorável a um determinado fato, instituição ou ideia, visando a orientar o comportamento humano das massas num determinado sentido.
  • B o jornalista profissional, para atingir os fins éticos da profissão, jamais induzirá o povo ao erro; jamais lançará mão da inverdade; jamais disseminará a desonestidade e o vício.
  • C com o objetivo de incentivar a produção de ideias novas, de que tanto necessita o jornalismo atual, presume-se sempre que a ideia pertence à empresa criadora e não pode ser explorada sem que esta dela se beneficie.
  • D para os profissionais de Jornalismo, tudo e todos no País devem estar condicionados ao integral respeito às liberdades fundamentais, sendo a primeira delas a de expressão, sob qualquer forma e meio.
  • E as pessoas e os indivíduos têm o direito de adquirir um quadro objetivo da realidade por meio de informação precisa e compreensiva, como também de se expressarem livremente pelas várias mídias de cultura e comunicação.
A sociedade da informação transformou a comunicação social em um produto de grande valor não apenas como a narrativa de fatos do cotidiano, mas principalmente pela possibilidade de influenciar pessoas através de conteúdos nas plataformas digitais, como Twitter, Facebook, WhatsApp. Mas ao mesmo tempo vive-se um paradoxo, ou seja, dispõem-se de mais informações, mas acelera-se um processo de desinformação com a disseminação de fake news. A produção de fake news
  • A é a notícia falsa, como o termo aponta, produzida sem a devida apuração dos fatos, com a intenção principal de confundir a opinião pública.
  • B são informações pagas com conotação estritamente política, produzidas por grupos anárquicos organizados para atacar candidatos somente em períodos eleitorais.
  • C são comunicações falsas produzidas nos períodos eleitorais para favorecer determinados candidatos, que se transformam em informações verdadeiras, ao serem viralizadas nas redes sociais.
  • D são notícias verdadeiras produzidas com intuito de formar a opinião pública sobre assuntos polêmicos, como política, economia, hábitos de consumo e vida de celebridades.

Luiz Martins da Silva e Fernando O. Paulino (2005) afirmam que há três caminhos possíveis para promover a ética e a qualidade na atuação da mídia: “De início, a „livre‟ atuação da imprensa, em segundo lugar a interferência estatal e, por fim, a busca de construção de espaços compartilhados”. Para os autores citados, a fim de avaliar o papel e corrigir alguns desvios do jornalismo, foram criados alguns mecanismos de participação do público e da sociedade civil em espaços de arbitragem, de avaliação e de questionamento das práticas jornalísticas, bem como espaços dentro das empresas de comunicação para a autocrítica e a correção de erros cometidos pelos jornalistas. Sobre esse assunto, marque a opção que NÃO se enquadra nas ações ou nos mecanismos contemplados pela análise dos autores citados.

  • A Criação de colunas de correção de erros e de seções de cartas dos leitores na imprensa.
  • B Estabelecimento de Conselhos de Imprensa.
  • C Criação de colunas de Ombudsman na imprensa.
  • D Adoção de medidas de censura e controle governamental sobre a produção midiática.
  • E Constituição de Observatórios de Imprensa.

“Conforme o Portal Catarinas, em novembro de 2013, o colunista C. M. divulgou uma nota contendo imagens sobre a Marcha da Maconha, porém com imagens de outra marcha, realizada em 2011. Tal vídeo, por determinação da justiça, foi retirado do site três meses depois. Porém, em 1 de junho deste ano, 2016, o material foi exibido novamente, na mesma situação.”


(Casa dos Focas. Disponível em https://bit.ly/2ONuru9.

Acesso em 03.12.2019. Adaptado)



Esse fato jornalístico contraria o Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, porque

  • A a informação deve ser livre de toda forma de discriminação, seja de gênero, opção sexual, cor, raça ou condição econômica, devendo ser compromisso do profissional atuar de forma a não constranger ou humilhar aos seus semelhantes com o produto do seu trabalho ou com atitudes individuais ou corporativas das quais participe.
  • B é vedado ao profissional dar informações falsas ou enganosas ou permitir a difusão de notícias que não possam ser comprovadas por meio de fatos conhecidos e demonstráveis.
  • C o profissional deve primar pela livre manifestação do pensamento, a democratização e a popularização das informações e o aprimoramento de novas técnicas de debates.
  • D o papel do jornalismo é identificar com exatidão a origem e qualquer outra informação relevante para aferir a confiabilidade de qualquer dado que utilize na comunicação, evitando qualquer apresentação que possa induzir a erro ou conclusão falsa.
  • E o compromisso fundamental do jornalista é com a verdade no relato dos fatos, e esse profissional deve pautar seu trabalho na precisa apuração dos acontecimentos e na sua correta divulgação.
A divulgação de notícias falsas, conhecidas como fake news, pode interferir negativamente em vários setores da sociedade, como política, saúde e segurança. São afirmações relacionadas a fake news, EXCETO:
  • A Cria boatos e reforça um pensamento por meio de mentiras e disseminação de ódio.
  • B Os autores criam manchetes absurdas com o claro intuito de atrair acessos aos sites e, assim, faturar com a publicidade digital.
  • C Com a disseminação das fake news baixam muito os custos das propagandas relacionadas a elas, pelo volume de pessoas atingido.
  • D Não é fácil encontrar as empresas que atuam nesse segmento, pois operam na chamada deep web, isto é, uma parte da rede que não é indexada pelos mecanismos de buscas, ficando oculta ao grande público.