Questões de História Econômica Brasileira (Economia)

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Em sua obra intitulada A formação espacial brasileira (2014), o geógrafo Ruy Moreira faz uma análise sobre as quatro fases do que ele chama de industrialização de substituição, que ocorreram no Brasil durante o século XX.


Sobre essas fases, é incorreto afirmar:

  • A Entre os anos 1910 e 1930, ocorreu a industrialização substitutiva de bens não duráveis, derivada da dificuldade de exportação e importação, com a ocorrência da Primeira Guerra Mundial.
  • B Entre os anos 1940 e 1950, houve a industrialização para a substituição de importação de bens intermediários, derivada da demanda de infraestrutura, que resultou no implemento de ramos de produção como o aço, o cimento e a energia.
  • C Entre os anos 1960 e 1970, consolidou-se a industrialização para a substituição de importações de bens duráveis. Tal produção foi baseada em pressupostos da acumulação flexível e intenso incremento da robotização.
  • D A partir dos anos 1980, o país passou a conviver com a industrialização substitutiva de insumos industriais agrícolas, devido à rápida modernização do campo, que se integra à indústria e a outros setores econômicos.

A partir da estabilização da economia brasileira, em julho de 1994, houve no Brasil melhorias expressivas em diversos indicadores sociais e de equidade, avanços que se intensificaram ao longo da década de 2000. Nesse processo,

  • A o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) evoluiu positivamente de 0,65 a 0,69, entre 2000 e 2010, indicando a quase eliminação da desigualdade regional, do déficit no acesso ao saneamento básico nas regiões mais pobres do país e da melhora decisiva da qualidade do ensino.
  • B a distância entre os mais ricos e os mais pobres aumentou expressivamente ao longo da década. Entre 2001 e 2009, a renda per capita dos 10% mais ricos da população brasileira aumentou 7% ao ano, enquanto a renda dos mais pobres cresceu à taxa de 2%.
  • C o Programa Bolsa Família (PBF), criado em 2004 e focado nas famílias de menor renda, foi uma inovação do Governo Lula que teve expressivo impacto na redução das desigualdades regionais do país. Um dos grandes problemas enfrentados em sua implementação foi o custo orçamentário relativamente alto, atingindo, em 2010, 5% do PIB.
  • D observou-se, entre 2001 e 2009, a ascensão da Nova Classe Média (Classe C), a qual chegou a representar mais de 50% da população total. Este fenômeno decorreu do aumento da massa salarial e do maior acesso aos instrumentos de crédito, facilitado pelo Crédito Consignado e pela aprovação do Cadastro Positivo. A ampliação do crédito popularizou o acesso aos bens duráveis, uma das formas de aferição da redução da desigualdade.
  • E a queda de 0,57 para 0,52 observada no Índice de Gini das pessoas ocupadas entre 2001 e 2009 se deveu mormente à política de valorização real do salário mínimo, ao aumento do emprego formal com carteira assinada, ao incremento da taxa de escolaridade e, por fim, à queda do trabalho infantil.

Em relação à economia brasileira a partir dos anos 1990, é correto se afirmar:

  • A O primeiro mandato do governo Lula abandonou o foco na estabilidade monetária por meio do regime de metas de inflação e, por meio de uma expansionista política fiscal, promoveu a elevação da taxa de crescimento econômico, a qual levou à melhoria dos indicadores sociais no Brasil.
  • B A terceira fase de implantação do Plano Real consistiu na reforma monetária. Em julho de 1994, o cruzeiro real e a URV foram substituídos pelo nova moeda, o real. A taxa de câmbio nominal foi fixada em um real por um dólar, implementandose uma das âncoras nominais da nova moeda, aspecto que gerou críticas ao Plano.
  • C O diagnóstico do Plano Real identificava no descontrole dos gastos públicos a principal causa da inflação brasileira. Mesmo assim, o plano propiciou o aumento da intervenção do Estado, particularmente por meio da criação de agências reguladoras para manter a oferta de bens em alguns setores a preços de mercado eficientes.
  • D Até a crise financeira global de 2008, a década dos anos 2000 observou a expansão das exportações brasileiras de maior conteúdo tecnológico, apoiadas pela melhoria dos termos de troca e pela depreciação da taxa de câmbio real no período.
  • E Durante a primeira década do século XXI, a melhora significativa do preço das commodities, apreciação cambial, maior crescimento do PIB e forte predomínio da absorção doméstica geraram expressivos superávits em conta corrente do balanço de pagamentos.

Considerando a teoria do crescimento econômico e a experiência recente do Brasil (2001-2015), é correto afirmar:

  • A O modelo de Romer de crescimento endógeno ilustra bem a trajetória de crescimento brasileiro desde os anos 1980, a qual se baseou em amplos investimentos em pesquisa e desenvolvimento que sustentam nossas taxas de crescimento de longo prazo.
  • B A hipótese de neutralidade da moeda é compatível com uma curva de Phillips vertical, em que expansões fiscais e monetárias, bem como depreciação cambial, são eficazes em elevar o nível de produto agregado.
  • C Segundo o modelo básico de Solow, a baixa taxa de poupança brasileira explicaria o baixo crescimento econômico do país, dada a baixa taxa de crescimento populacional nos últimos 20 anos.
  • D Uma das hipóteses para a redução da participação do setor industrial na economia brasileira nos últimos anos diz respeito à doença holandesa, em que vantagens comparativas em recursos naturais e commodities provocam uma tendência de longo prazo à apreciação cambial, prejudicando a competitividade industrial.
  • E Uma das explicações para o baixo crescimento econômico brasileiro recente é a prática generalizada de rent-seeking no país, segundo a qual a ineficiência do setor privado deve ser compensada por políticas seletivas de subsídios a setores estratégicos para o crescimento econômico.
A respeito do atual perfil demográfico brasileiro, assinale a alternativa correta.
  • A O efeito do aumento das taxas de natalidade é o envelhecimento da população, causando mudanças no ritmo de crescimento da população
  • B Estima-se que o número de brasileiros acima de 65 anos deve quadruplicar em 2060, segundo IBGE
  • C Conforme Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios, em 1992 o número de pessoas com idade superior a 80 anos, passou de 1% para 2,4%, ou seja, 1,6 milhões de brasileiros acima de 80 anos
  • D A taxa de fecundidade está aumentando, por conta, principalmente, da urbanização
  • E O Brasil teve seu perfil demográfico completamente modificado com o decorrer dos anos, isto é, de uma sociedade majoritariamente urbana tradicional, para o aumento de uma sociedade mais rural