Questões de Gastroenterologia (Medicina)

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Paciente de 52 anos, feminino, com pancreatite aguda não complicada BISAP 0. Fez ultrassom que mostrou colelitíase, colédoco de 5 mm sem cálculo. Bilirrubina de 3,8 às custas de direta, com gamaGT e fosfatase alcalina com elevação de 1x o valor normal. Assinale a alternativa correta quanto ao risco de colelitíase e conduta segundo Guide da Associação Americana de Gastroenterologia (AAG), 2022.

  • A Risco baixo, só “colangio” intraoperatória.
  • B Risco intermediário, “colangio” intraoperatório ou colangioressonância.
  • C Risco intermediário, “colangio” intraoperatória, colangioressonância ou colangiopancreatografia endoscópica retrógrada (CPRE).
  • D Risco alto, colangiopancreatografia endoscópica retrógrada (CPRE).
  • E Risco baixo, colangiopancreatografia endoscópica retrógrada (CPRE).

A hipertensão portal não cirrótica pode ser causada por obstrução extra-hepática da veia porta. Nesse contexto, assinalar a alternativa que preenche a lacuna abaixo CORRETAMENTE.

Se a trombose de veia esplênica for a causa do sangramento de varizes, a _______________ é o procedimento curativo.

  • A trombólise
  • B enoxaparina
  • C esplenectomia
  • D ligadura por bandas elásticas

Com relação aos quadros de doenças biliares, assinalar a alternativa INCORRETA.

  • A A litotripsia extracorpórea por ondas de choque em pacientes com colelitíase pode ser usada em pacientes com um único cálculo de 0,5 a 2cm de tamanho.
  • B Crises recorrentes de cólicas biliares, que apenas obstruem temporariamente o ducto cístico e não causam colecistite aguda, podem causar inflamação e estenose do colo da vesícula e do ducto cístico. Esse processo é denominado colecistite crônica.
  • C A ausência ostensiva de cálculos à ultrassonografia em paciente sintomático, com presença de lama biliar, não é consistente com cólica biliar.
  • D Uma colecistite, quando complicada por infecção com organismos de formação gasosa, constitui a colecistite enfisematosa aguda.

Há uma janela terapêutica muito estreita para os pacientes com carcinoma hepatocelular (CHC), uma vez que o prognóstico será desfavorável no momento em que os pacientes tiverem desenvolvido sintomas. Portanto, o rastreamento e a vigilância visam a identificar o CHC no estádio mais inicial possível, quando o tratamento tem a maior probabilidade de cura. Com relação ao rastreamento de CHC, analisar os itens.

I. Pacientes com cirrose de qualquer etiologia (incluindo vírus da hepatite B [HBV], vírus da hepatite C [HCV], álcool, hemocromatose genética, doença hepática gordurosa associada à disfunção metabólica, cirrose biliar primária em estágio 4 e deficiência de alfa-1 antitripsina) devem ser incluídos para rastreamento ou vigilância.
II. Todas as diretrizes recomendam que a ultrassonografia abdominal seja a modalidade de rastreamento de escolha e que seja realizada a cada 6 meses.
III. A dosagem de alfafetoproteína pode ser utilizada isoladamente devido a sua alta sensibilidade e especificidade.

Está CORRETO o que se afirma:

  • A Apenas nos itens I e II.
  • B Apenas nos itens I e III.
  • C Apenas nos itens II e III.
  • D Em todos os itens.

Um lactente de 45 dias de vida apresenta icterícia persistente desde a segunda semana de vida, acompanhada de colúria e acolia fecal progressiva. O exame físico revela icterícia intensa, fígado palpável a 3 cm do rebordo costal direito e baço não palpável. O lactente apresenta bom ganho ponderal. Os resultados de exames laboratoriais mostram bilirrubina total 10 mg/dL, direta 6 mg/dL, TGO/TGP moderadamente elevadas e GGT significativamente aumentada. Ultrassonografia abdominal evidencia vesícula biliar ausente e presença do sinal do cordão triangular.

Nesse contexto clínico, o exame considerado padrão-ouro para a confirmação diagnóstica é

  • A colangiorressonância magnética.
  • B biópsia hepática.
  • C colangiografia intraoperatória.
  • D ultrassonografia abdominal.
  • E cintilografia hepatobiliar com DISIDA.