Questões de Escola Clássica (Economia)

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Os economistas clássicos entendiam que o fenômeno do desemprego era de natureza voluntária, isto é, os trabalhadores se recusavam a receber um salário menor, fazendo surgir, então, o desemprego como um fato normal e que seria corrigido pelo mercado automaticamente. Entretanto, com a evolução da sociedade capitalista, em especial, aglutinando ao processo de globalização ocorrido na economia mundial, surgiram novas designações ao conceito do desemprego. Diante do exposto, relacione adequadamente os conceitos aos tipos contemporâneos de desemprego.

1. Acomete certas zonas ou áreas geográficas.
2. Originado pelo avanço das tecnologias de produção.
3. Conhecido por mudança de emprego ou sazonal.
4. Provocado pela contratação de pessoas na chamada “economia informal”.

( ) Desemprego parcial.
( ) Desemprego friccional.
( ) Desemprego estrutural.
( ) Desemprego disfarçado.

A sequência está correta em

  • A 4, 2, 3, 1.
  • B 1, 3, 2, 4.
  • C 2, 1, 3, 4.
  • D 4, 3, 1, 2.

No que diz respeito à determinação do produto real e do volume de emprego e aos fatores explicativos das flutuações cíclicas observadas nas economias capitalistas, considere as afirmativas abaixo.


I - De acordo com o modelo clássico, a aceitação da lei de Say e da Teoria Quantitativa da Moeda, de um lado, e a hipótese de rigidez de preços e salários nominais, de outro, levam à conclusão de que as situações de equilíbrio entre oferta e demanda agregadas convergem para o pleno-emprego e para a ausência de qualquer tipo de desemprego voluntário ou involuntário. 


II - De acordo com o modelo keynesiano, só é possível haver equilíbrio entre oferta e demanda agregadas nas situações em que a economia funcione sob condições de plena capacidade e de pleno-emprego dos fatores produtivos.


III - De acordo com o modelo novo-clássico, de ciclos econômicos reais, o conjunto de propriedades macroeconômicas micro fundamentadas e a incorporação de pressupostos, tais como a existência de um agente representativo que maximiza utilidades intertemporais, concorrência perfeita em todos os mercados, expectativas racionais, completa flexibilidade de preços e salários e a introdução de choques tecnológicos aleatórios, fazem com que as flutuações cíclicas sejam decorrentes de choques reais do lado da oferta, cujos efeitos se propagam até que a economia retorne a novo estado de equilíbrio. 


IV - De acordo com o modelo pós-keynesiano, na abordagem de Hyman Minsky, as flutuações cíclicas observadas refletem fases transitórias de instabilidade, causada pela excessiva desregulação dos mercados financeiros, já que, para o autor, o capitalismo é um sistema caracterizado pela tendência à estabilidade no longo prazo.


Está correto APENAS o que se afirma em

  • A III 
  • B IV
  • C II e III
  • D I, II e IV
  • E II, III e IV

Em um celebrado artigo, publicado nos Anais da Conferência Anual do Banco Mundial, de 1992, Paul Krugman denomina “teoria avançada de desenvolvimento” (high development theory) os modelos teóricos formulados pelo desenvolvimentismo clássico, entre as décadas de 1940 e 1950, notadamente os modelos de Paul Rosenstein-Rodan, William Arthur Lewis e Albert Hirschman. Em alusão aos modelos de Rosenstein-Rodan, Lewis e Hirschman, salienta Krugman:

Durante as décadas de 1940 e 1950, surgiu um conjunto distinto de ideias na economia do desenvolvimento, o qual enfatizava a importância dos retornos crescentes de escala e das economias externas pecuniárias, resultantes dos efeitos do tamanho do mercado [...]. A teoria avançada do desenvolvimento (ou seja, o desenvolvimentismo clássico) tinha uma preocupação central com a diferença entre os setores modernos, que se presumiam caracterizados por economias de escala, e os setores tradicionais, que não detinham tais requisitos. Mesmo dentro do setor moderno, o conceito de encadeamento implicava uma busca por indústrias-chave.

KRUGMAN, P.R. Toward a Counter-Counterrevolution in Development Theory. Proceedings of the World Bank Annual Conference on Development, 1992. In: SUMMERS, L. H; SHAH, S. (ed.). Supplement to the World Bank Economic Review and The World Bank Research Observer. Washington, DC: The World Bank, 1992. p. 15 e 31. Adaptado.


Apesar das diferenças metodológicas, as teorias de Rosenstein-Rodan, Lewis e Hirschman contêm, também, aspectos comuns, com respeito à análise das forças capazes de promover a convergência relativa (catching up) dos reduzidos níveis de renda per capita e padrões de bem-estar, que caracterizam os países atrasados, para os elevados níveis médios de renda per capita e alto padrão de vida dos países desenvolvidos.

O aspecto comum aos modelos teóricos de Rosenstein-Rodan, Lewis e Hirschman é a concepção do desenvolvimento como um processo

  • A que desencadeia equilíbrios intrassetoriais e intersetoriais.
  • B que desencadeia desequilíbrios intrassetoriais e intersetoriais.
  • C que requer investimentos simultâneos em um amplo conjunto de setores industriais com potencial de proporcionar economias externas de escala (big push).
  • D em que, pelo menos nas etapas iniciais e intermediárias do desenvolvimento, a taxa de crescimento da produtividade é o principal determinante da taxa de crescimento econômico no longo prazo, e não o contrário.
  • E em que, pelo menos nas etapas iniciais e intermediárias do desenvolvimento, as forças motoras do crescimento e do avanço da produtividade, no longo prazo, provêm da indústria de transformação.

A Carta Magna de 1988, em seu Art. 170, que trata da Ordem Econômica e Financeira, traz insculpidos os princípios da Livre Iniciativa e da Propriedade Privada. Concomitantemente, o Art. 174 do mesmo título prevê a intervenção do Estado como “agente normativo e regulador da atividade econômica”. A defesa da propriedade privada e do livre mercado se mostra, assim, como um contraponto à intervenção do Estado na Economia, encontrando fundamento em duas Escolas do Pensamento Econômico.
A respeito do tema, assinale a afirmativa correta.

  • A A Escola Clássica se caracteriza pela possibilidade de intervenção estatal na Economia, já que o Estado é o órgão fiscalizador e regulador da atividade econômica.
  • B A Escola Keynesiana, baseada nos princípios do laissez-faire, está alinhada com o previsto no Art. 170 da Constituição Federal de 1988.
  • C A Escola Keynesiana, baseada nos princípios do laissez-faire, está alinhada com o previsto no Art. 174 da Constituição Federal de 1988.
  • D Adam Smith e sua metáfora da “mão invisível” reflete o pensamento clássico intervencionista e regulador do Estado.
  • E A defesa das leis de mercado como via para o equilíbrio econômico está alinhada com o previsto no Art. 170 da Carta Magna de 1988 e com a Escola Clássica do pensamento econômico.

Uma das teorias mais contestadas da economia é a que, ao apregoar os riscos do crescimento populacional, ressaltava que ele poderia não ser acompanhado pelo desenvolvimento dos meios de subsistência. Afinal, segundo a perspectiva contemporânea ao surgimento dessa teoria, enquanto os primeiros crescem em progressão geométrica, os últimos crescem em progressão aritmética, o que conduziria à escassez de alimentos. A natalidade, principalmente dos mais pobres, haveria de ser controlada.
Essa teoria é conhecida como:

  • A keynesianismo;
  • B malthusianismo;
  • C curva de Phillips;
  • D terapia de choque;
  • E tragédia dos comuns.