Questões de Aspectos de Ética na Pesquisa, Ética Médica e Perícia Médica (Medicina)

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O prontuário médico é um documento legal que pertence ao paciente e fica sob a guarda da instituição de saúde ou do médico. O sigilo médico e o acesso a essas informações, especialmente no caso de pacientes falecidos, geram dúvidas frequentes na prática médica e regulatória. Assim, analise as afirmativas a seguir.

I.O dever de sigilo médico cessa automaticamente com a morte do paciente, permitindo ao médico revelar dados do prontuário a qualquer familiar que solicite informações para fins de curiosidade ou inventário.
II.É vedado ao médico liberar cópias do prontuário de paciente falecido diretamente para empresas seguradoras, mesmo que estas solicitem para fins de pagamento de indenização, salvo se houver autorização expressa do representante legal ou ordem judicial.
III.O prontuário pode ser disponibilizado para o perito médico nomeado pelo juiz quando requisitado judicialmente, devendo o perito manter o segredo profissional.

Assinale a alternativa que apresenta somente a(s) proposião(ões) CORRETA(S):

  • A I.
  • B II e III.
  • C III.
  • D I, II e III.
  • E I e III.

O Código de Ética Médica estabelece normas que regulam a conduta do médico no exercício da profissão, visando proteger a dignidade do paciente, garantir a qualidade da assistência médica e orientar decisões éticas complexas. Ele reflete princípios de beneficência, não maleficência, autonomia e justiça, norteando a relação médico-paciente, a atuação profissional e a responsabilidade do médico perante a sociedade. O conhecimento do Código é essencial para a prática médica segura e legalmente amparada. Considerando o tema, analise as afirmativas a seguir e assinale a correta.

  • A É permitido ao médico divulgar casos clínicos de pacientes em mídias públicas sem autorização, desde que nomes e dados de identificação não sejam mencionados, pois o anonimato protege a privacidade.
  • B O médico pode prescrever tratamentos experimentais sem consentimento do paciente, desde que sejam comprovadamente eficazes em outros pacientes, pois a ética médica prioriza o bem coletivo acima da autonomia individual.
  • C O Código de Ética Médica permite que o médico recuse atendimento emergencial a pacientes com doenças infectocontagiosas, caso considere risco pessoal elevado, sem necessidade de justificativa ou encaminhamento alternativo.
  • D O médico deve agir sempre visando o bem do paciente, respeitando sua autonomia, confidencialidade, dignidade e direitos, mesmo quando houver pressões externas de familiares ou instituições.

Um cardiologista diagnostica um paciente de 35 anos com miocardiopatia hipertrófica familiar, uma condição genética com padrão de herança autossômica dominante. O paciente se recusa a comunicar seus familiares de primeiro grau (pais, irmãos e filhos) sobre o diagnóstico e o risco de eles também serem portadores da doença e estarem em risco de morte súbita. Conforme o Código de Ética Médica, qual a atitude mais adequada do médico?

  • A Convocar os familiares para uma reunião, mesmo sem o consentimento do paciente, e informá-los sobre o risco genético, priorizando o princípio da beneficência e da não maleficência em relação a eles.
  • B Comunicar o caso ao Conselho Regional de Medicina e solicitar autorização para a quebra do sigilo, transferindo a responsabilidade da decisão para o órgão de classe.
  • C Respeitar integralmente a autonomia e o sigilo do paciente, abstendo-se de qualquer comunicação com os familiares, mesmo ciente do risco iminente a que eles estão expostos.
  • D Insistir na orientação ao paciente sobre a importância da comunicação aos familiares, documentar a recusa em prontuário e, caso o risco para os familiares seja inequívoco e grave, proceder à quebra do sigilo para comunicar diretamente a eles, informando ao paciente sobre sua decisão.

A relação médico-paciente é a base do ato médico e deve ser pautada por confiança, respeito e comunicação clara. O princípio da autonomia do paciente, um dos pilares da bioética, confere ao paciente o direito de tomar decisões sobre seu próprio corpo e tratamento. Em qual das seguintes situações este princípio é mitigado ou não se aplica plenamente?

  • A Paciente adolescente (16 anos), emancipado legalmente, que decide interromper um tratamento quimioterápico contra a vontade dos pais.
  • B Paciente adulto, consciente e orientado, que recusa transfusão de sangue por motivos religiosos, mesmo em situação de risco de vida iminente.
  • C Paciente adulto que, após receber todas as informações sobre um procedimento cirúrgico eletivo, seus riscos e benefícios, opta por não realizá-lo.
  • D Paciente idoso, com diagnóstico de demência em estágio avançado, incapaz de compreender as informações sobre seu tratamento e expressar sua vontade.

O Código de Ética Médica (CEM) estabelece normas sobre a publicidade médica. Registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas, sobre o que é vedado ao médico neste âmbito:



(__) Anunciar que possui títulos científicos que não possa comprovar ou especialidade para a qual não esteja qualificado e registrado no Conselho Regional de Medicina (CRM).


(__) Participar de anúncios de empresas comerciais ou de produtos de qualquer natureza, mesmo que com finalidade educativa sobre saúde.


(__) Divulgar preços de procedimentos, modalidades de pagamento ou conceder descontos como forma de estabelecer diferencial na qualidade dos serviços.


(__) Informar em seu material de divulgação (placas, impressos) as especialidades e áreas de atuação para as quais esteja qualificado e registrado no CRM.



Assinale alternativa com a sequência correta, de cima para baixo.

  • A V, F, V, F
  • B F, V, F, V
  • C F, F, V, F
  • D V, V, V, F